Black Bullet | Vol 2 - Cap 1 (Parte 3)

 





Black Bullet
Volume 02 - Capítulo 01 (Parte 03)

-Parte 03-

Os carros estavam passando tão rápido que fizeram os ouvidos de Tina doeram antes deles sumirem. A temperatura havia esfriado. Enquanto Tina caminhava pela estrada, antes que percebesse, ela virou o rosto na direção dos carros com os faróis acesos.

O céu estava tingido de escuridão e a lua brilhava em forte contraste. A noite está chegando. É minha vez. Uma por uma, as células de seu corpo começaram a despertar, sua mente ficou clara e seu corpo se encheu de energia.

Só então, o celular de Tina vibrou. Olhando para o nome de quem ligou, ela colocou o telefone no ouvido. "Mestre?"

“Dê o seu relatório.” Era uma voz dura e profissional.

“Eu me infiltrei na Área de Tóquio com sucesso. Agora voltarei ao meu apartamento e depois irei para o local designado para recuperar os itens.”

"Algo fora do comum para relatar?"

"Houve alguns problemas, mas não foi nada sério." Tina colocou a mão no peito e fechou os olhos enquanto continuava devagar. “...Uma pessoa gentil me ajudou.”

A pessoa do outro lado da linha falou, parecendo irritada. “Pensei ter dito para você evitar o contato com outras pessoas, se possível. Para evitar vazamentos de informações, certifique-se de fornecer um nome falso.”

"Sim, senhor... Sem problemas."

“Tina Sprout. Qual a sua missão? Deixe-me ouvir de novo.”

Tina ergueu o rosto e olhou para a lua. Ela estava completamente acordada agora. “Não se preocupe, Mestre. Vou realizar o assassinato da Seitenshi.”

Os pés de Tina a levaram de volta para seu apartamento. O prédio de apartamentos de madeira era antigo, construído com base nos padrões de construção antigos, com pilares que foram reconstruídos várias vezes para prolongar sua vida útil. A tinta branca estava descascando e havia rachaduras na parede. O mestre de Tina provavelmente pensou que este seria o melhor esconderijo para ela, porque não havia edifícios conspícuos ao redor e era uma área tranquila.

Ainda assim, o que estava acontecendo com o uso de uma pistola de fogo no ano de 2031? ela se perguntou, lembrando de suas aulas sobre espionagem enquanto colocava a chave na fechadura e girava.

No minuto em que ela abriu a porta, ela encontrou um ar estagnado e mofado. Assim como o lado de fora, o lado de dentro não levava em consideração o conforto de seu locatário, mas esta era uma missão temporária, então ela apenas teve que aguentar enquanto estivesse aqui. Pensando nisso, ela tirou os chinelos.

Tina corou ao ficar em frente ao espelho de corpo inteiro deixado para trás pelo ocupante anterior. Eu fiquei na frente daquele homem vestida assim? Se eu me vestisse um pouco melhor, ficaria mais bonita do que isso, ela pensou com pesar enquanto tirava o pijama e ia tomar um banho.

Mudando de roupa, ela substituiu a bateria de seu telefone celular por uma totalmente carregada e colocou um fone de ouvido sem fio de aparência futurística em sua orelha direita. Então, ela ligou para seu mestre de volta ao sair do apartamento.

Ela se dirigiu a um lugar decadente onde contêineres de carga dos subúrbios estavam empilhados ordenadamente. Eram uma espécie de caixas de aluguel chamadas de baús. Depois da Grande Guerra, aparentemente, várias pessoas começaram um negócio simplesmente instalando contêineres de carga em terrenos baldios. Por causa da escassez crônica de terras na Área de Tóquio e com o preço da terra subindo gradualmente, foi uma prática que continuou até que a terra foi vendida e os proprietários se retiraram.

"Mestre, eu cheguei." Tina ergueu um cartão IC até o portão não tripulado e entrou, procurando o contêiner de que ele estava falando. Em pouco tempo, ela encontrou o número que procurava em um contêiner visivelmente grande. Inserindo a chave na fechadura, ela digitou os números no cadeado como lhe foi dito e abriu a porta.

Quando ela entrou, Tina ficou chocada.

"O que você acha, Tina?" Ela podia ouvir o orgulho em sua voz ao telefone.

O interior do gigantesco contêiner, do tamanho de seis tatames, poderia ser chamado de arsenal. Claro, havia armas pequenas e rifles de precisão, mas também havia lançadores de foguetes, armas sem recuo, rifles antitanque e outras armas superiores transbordando das paredes e tetos. Parecia que ele havia conseguido um pouco de tudo que parecia que poderia ser útil, apenas para ter certeza de que nada estava faltando.

Dando uma olhada em sua excentricidade neurótica, Tina escolheu um rifle de precisão antitanque e o colocou em seu estojo de arma. No entanto, quando ela tentou levantá-lo, ele não saiu do chão, mesmo quando ela usou toda a força que tinha como uma garota fraca.

Sem escolha, ela acalmou sua respiração e lançou seu poder. Ela podia sentir seu corpo inteiro esquentando gradualmente e seus cinco sentidos se expandindo fisicamente. Ela não tinha espelho, então não podia ver por si mesma, mas tinha certeza de que seus olhos estavam vermelhos.

Desta vez, ela foi capaz de levantar a maleta facilmente, e ela passou pelo portão com a cabeça baixa para que seus olhos não fossem vistos e caminhou rapidamente em direção ao seu apartamento. Só faltava voltar para casa. Talvez por causa dessa presunção, ela congelou quando faróis altos de um carro de repente brilharam sobre ela de lado.

“Senhorita, de onde você é? Você não deveria estar fora agora. Você sabe que horas são? Onde você mora?" Uma porta bateu e alguém saiu do carro.

Prontamente cobrindo apenas o rosto com a palma da mão e vendo as sirenes em cima do carro, Tina relatou a situação com muita calma. "Mestre, sinto muito. Houve uma situação imprevista. Fui parada pela polícia.”

Aparentemente, eles pensaram que ela era uma fugitiva.

"Eles viram seu rosto?"

"Não…"

“Oh, bem...” O homem pareceu acenar com a cabeça do outro lado, e então deu a ela a ordem fria e uniformemente. "Mate eles."

-Parte 04-

"Isso é terrível..." Segurando os despojos da guerra noturna de vendas por tempo limitado em suas sacolas reutilizáveis, os pés de Rentaro e Enju pararam. O carro da polícia afundado na parede de concreto estava em um estado lamentável - parecia que tinha sido chutado por Godzilla.

As sirenes foram esmagadas, o capô foi destruído e o escapamento foi dobrado em uma direção estranha. Fora da área isolada, um grande número de curiosos se aglomerava ao redor, tirando fotos com seus telefones com uma das mãos.

Rentaro se aproximou de um deles hesitante e disse: "Ei, você sabe o que diabos aconteceu aqui...?"

"Quem sabe? Parece que ainda não pegaram o agressor. Mas elas são as únicas que podem fazer algo assim, olhos vermelhos?"

Rentaro cerrou os dentes de frustração por não ser capaz de refutar esse raciocínio presumido. Era verdade que, embora não fosse estritamente impossível para um humano fazer isso, a probabilidade de que fosse um humano era baixa o suficiente para ser ignorada.

“Não há pistas e o policial atacado ainda está inconsciente em estado crítico.”

"Condição crítica? Ele não está morto?"

"Hmm? Sim, o que tem isso?"

“Nada...” Rentaro se sentiu mal em dizer isso, mas como o carro havia sido totalmente destruído, ele pensou que o oficial que o dirigia também teria deixado este mundo. Rentaro fez uma rápida reverência em agradecimento e voltou para Enju.

Enju havia coberto os olhos, ainda segurando sua sacola de compras. Rentaro parou por um segundo e se aproximou dela lentamente. “Enju”, ele disse baixinho, “não foi você quem fez isso. Era uma das outras crianças.”

Enju deu a ele um sorriso rápido e amargo, mas logo lhe mostrou um sorriso completo. “Rentaro, você é muito gentil. Sim, estou bem agora.”

"Tudo bem, vamos para casa, então." No caminho para casa, ele e Enju tiveram uma conversa errante enquanto ela balançava as sacolas de compras para frente e para trás.

“E então, você conhece o novo desenho animado Go, Zengar! que acabou de começar...?”

Quando Rentaro deu uma espiada na lateral do rosto de Enju, ele se perguntou se deveria dizer isso. Ele deveria apenas cuidar da própria vida?

Rentaro disse timidamente: "Enju, não se preocupe com isso. Não foi você quem fez isso."

Enju inclinou a cabeça e olhou para ele como se ela não soubesse do que ele estava falando. "Hmm? qual o problema, Rentaro?”

"Não foi você quem fez isso."

O olhar de Enju vacilou e ela parecia confusa. “Q-Qual é o problema, Rentaro? Você parece estranho.”

Rentaro colocou as mãos nos ombros de Enju e a virou em sua direção, dizendo cada palavra de forma clara e distinta. "Eu disse, não foi você que fez isso, Enju..."

Enju fez uma cara perplexa, mas então, inconscientemente, seu rosto se enrugou e sua expressão vacilou. Enju olhou para baixo e enxugou os olhos rapidamente com a manga. “R-Rentaro, você é incrível! Como você sabia que eu ainda estava preocupada com isso? Mesmo que Kisara e Sumire não tivessem percebido...” Rentaro colocou a mão em sua cabeça e soltou um longo suspiro.

"Porque é você…"

“Por que nem todo mundo se dá bem, Rentaro...?” A voz de Enju estava rouca e parecia que iria desaparecer a qualquer momento.

“Eu não sei………” Mesmo enquanto Rentaro bagunçava o cabelo de Enju, ele viu um futuro sombrio para as Crianças Amaldiçoadas. Nascidas quase na mesma época da Grande Guerra Gastrea, dez anos atrás, os Filhos Amaldiçoados tinham dez anos ou menos. Como tal, provavelmente era pedir muito que eles tivessem um bom senso.

No entanto, cada vez que um crime como esse era cometido, o ódio que a Geração Roubada - que já odiava os Gastrea - sentia pelos Filhos Amaldiçoados ficava mais forte. As meninas não sabiam. Elas não perceberam que o ódio iria balançar na direção oposta de onde a força foi aplicada, como um pêndulo. Às vezes com muito mais força.

Cada vez que um dos Filhos Amaldiçoados cometesse um crime, era como se o pescoço de Enju estivesse sendo estrangulado lentamente com uma corda de seda, e Rentaro doía ao ver isso. Não, mais precisamente, era como se a rede que prendia as Crianças estivesse ficando mais apertada, de uma forma que elas não podiam ver.

Rentaro estreitou os olhos e olhou mais uma vez para a cena atrás deles. Ele não sabia quem tinha feito isso, mas Rentaro duvidava que pudesse perdoar o perpetrador.

Enju finalmente se separou lentamente de Rentaro e enxugou o rosto mais uma vez com a manga. "Tudo bem, desta vez - desta vez - com certeza estou bem!"

Rentaro sorriu. "Sim, tudo bem." Para dissipar a atmosfera solene, Rentaro exalou profundamente, estufando o peito e rindo alto, olhando para as sacolas de compras. "A propósito,
Enju, obtivemos um bom resultado na liquidação por tempo limitado hoje, hein?"

Enju sorriu maliciosamente. “Eu também não achava que conseguiríamos comprar carne tão barata.”

Rentaro ergueu o punho. "Vamos comer sukiyaki hoje!" "Sukiyaki…!" Enju pulou feliz.

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Tradutor: Ascherit
Revisor: Ascherit