Shinmai Maou noTestament | Vol 1 - Cap 3

VOL 1 - CAP 3

Parte 1

O Contrato de Mestre e Servo ativa imediatamente a maldição quando o Servo trai o Mestre.
Depois de quase um mês - Na próxima lua cheia, seria possível anulá-lo.
A princípio, eles acreditavam que era inútil, mas de alguma forma conseguiram superar a primeira semana.
Independentemente de como foi, o contrato foi vinculado, então eles tiveram que lidar com a situação
Para evitar a ativação da maldição, eles convenceram Mio, e de pouco em pouco, eles confirmaram as condições de ativação da maldição e outros efeitos.
E a partir de agora, eles tinham um bom entendimento sobre a mágica do contrato.
Primeiro --- O servo não seria forçado a obediência absoluta e poderia desafiar uma ordem irracional. Aparentemente, foi feito para que o contrato não fosse usado unilateralmente, mas interativo.
Consequentemente, o mestre precisava recompensar seu servo com uma atitude adequada como mestre. Era próximo ao relacionamento "Recompensa e Serviço" entre o Shogun e o Samurai, que se originou durante o período Kamakura.  
Dito isto, mesmo que o Mestre faça uma ordem irracional, a maldição não será ativada por ele devido à posição superior no contrato. Ainda assim, o fato de o servo poder desobedecer a uma ordem estranha foi uma salvação para Basara e Mio.
Então o que determina uma traição do servo, levando à ativação da maldição?
Era um pouco complicado, pois a condição para a ativação da maldição era "uma traição mental".
Dito isto, o servo não era forçado a obediência absoluta. Ele tinha o direito de "se opor" a uma ordem irracional.
Além disso, ações que pareciam uma "rebelião" ou "traição", mas, eram por exemplo para "corrigir" um erro, significando uma ação para o bem do mestre, aparentemente eram perdoadas.
Mas, por outro lado, se o Servo desobedecesse a uma ordem legítima ou adotasse uma atitude irracional, a maldição seria ativada sem piedade.
E parecia que o poder da maldição era determinado pelo sentimento de "culpa" do Servo - em outras palavras, sua "traição mental".
Quando a maldição era ativada, uma marca aparecia no pescoço de Mio como uma coleira como prova.
Mas… Basicamente, a maldição não seria ativada enquanto ela confiasse e acreditasse nele.
Como o contrato entre Basara e Mio foi realizado de maneira incomum, houve confusão no começo, mas originalmente era uma mágica que fortalecia a confiança entre Mestre e Servo, permitindo que eles controlassem as posições um do outro.
Portanto, não houve problema. Uma semana se passou enquanto se convenciam desesperadamente disso.
E então… as férias de verão chegaram ao fim.
Dito isto, mesmo com o fim das férias de verão, não era o fim do verão.
Em dias ensolarados, a temperatura facilmente ultrapassava 30 ° C. 
Um dia com calor escaldante a partir da manhã. Toujou Basara caminhou pela rua até a escola pela primeira vez. 
O segundo período a partir de hoje. O começo de sua nova vida escolar.
"Ah, tão quente ... Droga." 
Ele usava o uniforme de verão, mas isso não significava que suas calças fossem curtas. Além disso, os arredores estavam cheios de estudantes com o mesmo uniforme. Ele odiava multidões.
"As meninas estão bem ... Elas usam saias curtas." 
"--- Ei, você poderia parar de ser tão egoísta? Em troca disso, faz frio no inverno."
Uma voz fria ao lado dele respondeu ao Basara queixoso. Era Mio, vestindo o mesmo uniforme escolar.
Como eles haviam se assegurado principalmente dos limites de ativação da maldição, fazer um comentário insolente no meio de uma conversa normal não era problema.
Malícia ou uma consciência culpada eram os problemáticos.
"Mas, no inverno, você pode facilmente usar shorts ou, na pior das hipóteses, calças de moletom sob a saia, certo?"
Cada uma dessas peças de roupa extra estragavam a sangue frio o coração puro de um menino. Sobre isso,
"Isso é óbvio. Qual é o sentido de se deixar congelar?"
"Então, no final, você está quente no inverno!" 
Nada bom. Ele inadvertidamente replicou, mas de que adiantava mesmo ter sangue quente? 
"Certo, por favor, acalme-se, Basara-san."
Uma jovem voz foi ouvida por trás. Quando ele se virou, Maria estava seguindo atrás deles.
Nem precisa dizer que ela não usava uniforme escolar, mas um vestido refrescante.
"Está quente, porque você acha que está quente. Em momentos como esses, apenas olhe para mim." 
Dizendo isso, Maria procurou dentro da bolsa da loja de conveniência em sua mão.
Então ela pegou uma garrafa pet, bebendo com grandes goles. 
Em seguida, ela rasgou um embrulho de picolé, tomando um gole. Estreitando os olhos, satisfeito, ela o encarou com um sorriso.
"Como está? Ao assistir a um cenário refrescante, você se sente revigorado, certo?"
"Até parece!"
"Muh, eu só queria animá-lo um pouco, já que estou pedindo para você proteger Mio-sama na escola." 
Enquanto se sentia desanimada, Maria lambeu o picolé. Essa aparência parecia desnecessariamente erótica.
Em momentos casuais como esse, ele era lembrado de que ela era uma súcubos.
"... ficarei grato pelo pensamento."
Basara olhou cansado para a frente novamente. Depois disso, seu olhar se voltou para a onda de estudantes usando o mesmo uniforme escolar que passava pelo portão. Pouco tempo depois, Basara e as meninas chegaram lá também.
"Oh, então é isso."
Basara parou em frente ao portão e olhou para o grande edifício.
Academia Particular Hijirigasaka. Essa era a escola que Mio frequentava e que Basara também frequentaria a partir de hoje.
"Bem, então, Mio-sama, eu estarei esperando aqui perto."
"Sim, obrigada."
Na noite do contrato de mestre e servo, ela estava cheia de raiva, mas depois de uma semana, a raiva de Mio certamente havia diminuído. Mio e Maria haviam retornado ao relacionamento quase íntimo de irmãs.
Quando Maria mostrou um sorriso no "Sim" de Mio, de repente olhou para Basara.
"Ok, Basara-san, deixarei Mio-sama com você. Embora duvide que haverá algum problema em um lugar com tantas pessoas."
"Sim, se surgir alguma coisa, eu aviso você imediatamente."
No entanto, de repente surgiram dúvidas nele.
"Mas ... você disse que ficaria esperando por perto, mas é um dia da semana, sabe? Não será problemático se a polícia a encontrar perambulando por aqui?" 
Depois disso, "Fufufu. Não se preocupe. Vou ficar completamente bem."
Maria riu com 'Fufufu' e tirou um único cartão da bolsa que carregava por cima do ombro.
"Olhe, em preparação para esses casos, eu tenho uma identificação falsa que me atesta com 18 anos. 18 anos, você ouviu? Com isso, posso ficar perambulando durante o meio-dia o quanto quiser." 
"Ah sério…"
Basara perdeu a força. Só porque ela tinha 18 anos não significava que poderia ficar com tudo o que queria.
Ou melhor, normalmente alguém duvidaria dessa idade de sua aparência - mesmo quando ela estava sorrindo tão radiante.
Parte 2
Ao entrarem no recinto da escola, o fluxo de estudantes havia atingido seu pico e os corredores estavam lotados de estudantes.
Basara, um estudante transferido, se separou de Mio e dirigiu-se primeiro para a sala dos professores. Quando ele disse a eles na porta que ele era o novo aluno transferido, ele foi instruído a aguardar um pouco na sala de espera ao lado. 
Depois que o sinal tocou algumas vezes, um professor jovem veio buscá-lo com um registro de classe nas mãos. Com um sorriso radiante no rosto, ele estendeu sua mão em direção a Basara.
"Prazer em conhecê-lo, Toujou. Eu sou Sakasaki Mamoru, o professor da sua classe."
"Oh, olá…"
Mesmo sendo dominado pela sua aura excessivamente energética, Basara respondeu ao aperto de mão.
Como o planejamento de aula ocorreria logo após a reunião com o corpo docente, eles se dirigiram imediatamente para a sala de aula.
"Bem, geralmente recebemos transferências devido a circunstâncias familiares, mas seu caso parece um pouco mais complicado, Toujou."
"Sim, algo assim…"
Não levaria a nada esconder o fato de que ele estava morando com Mio. Portanto, Basara, quando ele foi questionado inicialmente, ele apenas explicou à escola que eles estavam morando juntos para ver se poderiam ser uma família antes do novo casamento. No entanto, ele não pretendia anunciar isso aos seus colegas de classe.
"Contudo, realizar um período de teste como esse demonstra que seus pais são boas pessoas, que levam em consideração os sentimentos de seus filhos."
Basara respondeu com uma vaga resposta "Claro." 
Ele não podia dizer a ele que tudo era inventado. No entanto, como tudo estava ocorrendo devido a consideração de Jin, as palavras de Sakasaki não estavam completamente erradas.
…Ah, isso me lembra.
"Hum... ouvi dizer que um amigo do meu pai está nesta escola, você saberia alguma coisa?"
Basara perguntou a Sakasaki o que ele havia se lembrado de repente.
Jin pode ter recebido um favor dessa pessoa enquanto ele cuidava dos papéis da transferência. Então seria melhor expressar gratidão a essa pessoa. Contudo -
"Sério? Bem, eu não ouvi nada em particular sobre isso. Eu deveria investigar isso mais tarde?"
"Ah, não, obrigado."
Se Sakasaki, o professor da classe, não sabia sobre isso, então seria melhor não se intrometer.
Enquanto ele educadamente recusava, eles chegaram na frente da sala de aula.
"Esta é a nossa turma. Uma nova família e uma nova escola podem trazer várias dificuldades, mas você se acostumará a isso em pouco tempo. Além disso, temos Naruse em nossa turma."
Ohh...
Basara ficou um pouco surpreso. Era raro que irmãos ou parentes fossem colocados na mesma classe. Em sua mente, ele tinha certeza que iria terminar em uma classe diferente da que Mio. Eles devem ter sido atenciosos.
"Além disso, há também a nossa representante de classe séria e eu como seu professor na sala de aula. Se houver qualquer coisa que você não entenda, basta perguntar sem reservas. Ok, vamos entrar."
Dizendo isso, Sakasaki entrou na sala de aula com Basara o seguindo. 
As notícias sobre um estudante transferido chegando já devem ter se espalhado. Quando ele estava na frente do quadro-negro, ele pôde olhar para toda a classe.
…Oh céus.
Basara suspirou em seu coração. Todos os olhares da sala de aula estavam focados nele e o avaliando. Esse era o destino inevitável de um estudante transferido.
Imediatamente, ele viu todos, meninos e meninas, se tornarem desanimado apenas pelo fato de ele ser um menino. Ele estava preparado para isso, mas, antes mesmo de ele se apresentar, parecia que a batalha já estava perdida, o que realmente o deixou deprimido. Ele acreditava que sua aparência era mediana. No entanto, ainda havia algumas garotas que não haviam perdido o interesse em Basara.
...Ah.
Uma delas era Mio, que estava sentada perto da janela nos fundos.
...Ela realmente se destaca, afinal.
Olhando ela assim, ele mais uma vez percebeu a beleza de Mio. Dentro da sala de aula, todos os alunos usavam o mesmo uniforme e sentavam-se nas mesas sistematicamente organizadas. Suas condições eram exatamente iguais. Devido a isso, as características individuais se destacavam excessivamente. 
Quando ele a encarou, ela desviou seus olhos para a janela.
Mais uma pessoa havia perdido o interesse nele. Aquela que restou foi -
...hum?
Na mesma fileira próxima a janela que Mio - a garota sentada mais a frente estava olhando para ele.
Ela era uma garota encantadora. Ao contrário de sua presença impactante semelhante à de Mio, ela possuía uma atmosfera como um lago tranquilo. 
Seus tipos eram diferentes, mas ela era uma garota tão linda quanto Mio. 
Visto que a mesa ao lado dela estava vazia, provavelmente seria o lugar de Basara.
De fato, era compreensível que ela estivesse interessada nele já que ele se sentaria ao lado dela. Mas...
…Err, o que devo fazer sobre isso?
Ele a considerava uma linda garota, mas se ela o encarasse tão diretamente assim, certamente seria um pouco estranho.
Enquanto isso, Sakasaki, de pé ao lado da mesa do professor, escreveu seu nome em destaque no quadro-negro... 
"Ok, como vocês podem ver, nós temos um aluno transferido....Toujou, apresente-se."
"Ah sim…"
...veio ajudá-lo em seu silêncio.
"Eh, eu sou Toujou Basara. Meu nome é um pouco vistoso, mas como vocês podem ver, sou um cara normal. Por favor, cuidem de mim de agora em diante."
Como eles perguntariam sobre isso de qualquer maneira, ele fez uma introdução autodepreciativa, onde as expressões dos garotos suavizaram um pouco. A atmosfera tornou-se um pouco acolhedora e Basara deu um suspiro de alívio. 
Então, o tempo para perguntas chegou e, com perguntas e respostas bobas ocorrendo repetidas vezes, o sinal tocou alertando o fim do planejamento de aula em breve. Sakasaki interrompeu com um bater de palmas.
"...Ok, é isso por enquanto. Guarde o resto para depois da cerimônia de abertura. Toujou, sua mesa é aquela vazia ali. Nonaka, você é a representante da turma, então cuide de Toujou."
"…Sim."
A garota linda de antes se levantou e acenou com a cabeça. Aparentemente, ela era a representante da classe.
"Bem, então, todos vocês, formem uma linha no corredor. Nós estamos indo para o ginásio."
Nas palavras de Sakasaki, todos começaram a se levantar de seus assentos.
"Ele nos disse para formar uma linha... mas em que ordem?"  
Entre os alunos que saíam da sala de aula, Basara ficou ali sem ter ideia do que fazer. E então - 
"...Basara."
- Seu nome foi chamado de repente, e Basara encarou a direção em que foi chamado assustado.
"Eh, o que foi, representante de classe...?"
Antes que ele percebesse, a garota estava de pé bem ao seu lado. Ele ficou surpreso por ter sido chamado de repente mas, para Basara, um aluno transferido, ela era alguém que cuidaria dele. Portanto....
"Espero que a gente se dê bem, representante da classe. Eu vou tentar não causar nenhum-"
- problema... era o que ele queria dizer, mas não conseguiu. Porque ela repentinamente abraçou ele.  
"Eh...?"
Por um instante, ele não entendeu o que estava acontecendo. No entanto, o toque suave de uma garota e sua fragrância doce e suave o trouxeram de volta a realidade. 
"O-o que vocês dois estão fazendo!" 
Mio, que notou os dois antes de qualquer um, empurrou os colegas de classe estupefatos para o lado e avançou com um rosto vermelho brilhante. Seus olhos estavam ligeiramente vermelhos. 
"Ohh!? Representante de classe, você poderia se distanciar? Caso contrário, eu acho que será perigoso!"
Principalmente para o meu próprio corpo!
"Além disso, você me chamou pelo meu primeiro nome e me abraçou... poderia ser que você morasse no exterior?"
"…Não."
Nessa pergunta, Nonaka levantou seu rosto enquanto ainda o abraçava.
"Basara... você realmente se esqueceu?"
E então, ela mostrou uma expressão de mau humor.
"Mh? Isso me lembra, o nome Nonaka... espere, não me diga..."
Basara lembrou-se do sobrenome da representante de classe, que o professor havia mencionado, muito bem.
"Você é... Yuki?"
Ao dizer o nome de sua amiga de infância depois de alguns anos, a garota diante de seus olhos acenou com a cabeça com "Mm".
"Basara, já faz tanto tempo..."

Falando com um tom de voz alegre, Nonaka Yuki exibiu um sorriso. Então-
"Saia já dele!" 
Mio se colocou à força entre os dois. Após separar Yuki de Basara -
"A-abraçando ele assim, do nada... Vo-você está louca?" 
Ela encarou Yuki enquanto seu rosto estava vermelho brilhante. No entanto, Yuki permaneceu calma.
"Na verdade, não. Isso é algo normal entre Basara e eu." 
"N-normal...? He-hey, Basara, o que ela quer dizer?"
Basara ficou perturbado com o olhar assustador de Mio.
"Bem, Yuki é minha amiga de infância... ela era bastante apegada a mim."
"Apegada?! ...Você não é um cão ou um gato!" 
"Bem, sim…"
Não havia como fugir dos fatos. Eles cresceram como irmãos, já que ambos tinham a mesma idade e moravam próximo um do outro. 
Isso dói. 
Os olhares de seus colegas de classe, inclusive Mio, o estavam machucando. Especialmente os dos meninos. 
Bem, obviamente. Para um espectador, parecia que Mio e Yuki estavam brigando por Basara. 
…Isso não é bom. Nesse ritmo, a atmosfera amigável que criei com minha introdução irá… Mas como posso resolver isso? 
Enquanto Basara se questionava sobre isso, a situação continuou a piorar.
"...Isso não está relacionado a você, Naruse-san." 
Por fim, Yuki fez essa declaração friamente. – Contudo, isso apenas serviu para provocar as emoções de Mio.
"É-é... é claro que está relacionado comigo!"
Antes que Basara pudesse detê-la, Mio exclamou em um tom de voz que alcançava o corredor. A sentença final.
"Eu... nós estamos morando juntos, afinal!"
Parte 3
A cerimônia de abertura havia terminado, e após algumas aulas, era o almoço agora.
Uma atmosfera animada de horário de almoço se espalhou pela escola.
Sentado sozinho em seu próprio assento na sala de aula, Basara, que estava entediado, deixou um suspiro escapar.
"…Sério?"
Uau. Isso estava além de suas expectativas. Poderia uma pessoa em seu primeiro dia pós transferência ficar tão isolada?
Em primeiro lugar, parece que, ao ser abraçado por Yuki, ele havia se transformado no inimigo de todos os garotos da sala, e a declaração de Mio que eles estão morando juntos apenas piorou tudo.
Por falar em garotas, no momento em que eles retornaram a sala de aula após a cerimônia de abertura, elas atacaram Basara com várias perguntas sem qualquer hesitação. Ele não conseguiu novas informações sobre Mio ou Yuki, no entanto, elas sugaram informações tanto quanto queriam, e depois de saírem quando estavam satisfeitas, elas nunca mais falaram com ele.
Portanto, as única pessoas com quem Basara podia conversar era Mio e Yuki.
- No entanto, esses dois últimos raios de esperança também não estavam aqui agora. Yuki saiu depois de ser chamada pelo professor para algum trabalho de representante de classe. E quando ele convidou Mio para almoçar juntos, ela disse: ‘Você finalmente se reuniu com sua amiga de infância, então vá comer com ela!" e depois saiu com suas amigas de classe para outro lugar. Provavelmente, por esse ter sido apenas uma proposta ponderada, a maldição do Contrato Mestre-Servo não foi particularmente ativada.
-- E isso nos leva à sua solidão atual. Basara suspirou novamente.
"Acho que eu deveria ir andando..."
Não havia sentido em ficar aqui. Como ele não havia trazido um bento, suas escolhas estavam limitadas à cafeteria ou à cantina da escola. E quando ele deixou seu assento e saiu da sala de aula, ele foi chamado de repente.
"Yo. Transformar a maioria dos garotos da classe em inimigos em apenas um instante, isso foi um verdadeiro desastre, Estudante transferido-san."
Quando ele se virou, havia um garoto mostrando um sorriso amigável. Um de seus colegas de classe.
"Er... Takigawa, certo?"
"Correto. Por acaso já nos conhecemos em algum lugar antes?"
Takigawa mostrou uma expressão confusa. Apenas Basara havia feito uma auto apresentação na frente da classe. Desnecessário dizer que os outros colegas de classe, incluindo Takigawa, não falaram seus nomes.
"Bem, é graças a isso aqui que recebi de Sakasaki-sensei."
Basara tirou um pedaço de papel do bolso e o estendeu. Era uma cópia do layout dos assentos que Sakasaki, seu professor de classe, preparou para que ele pudesse memorizar o nome de seus colegas de classe o mais rápido possível.
"Hee, Sakasaki é perspicaz como sempre."
Takigawa assentiu expressando sua compreensão, em seguida, ele colocou sua mão no ombro de Basara de uma maneira familiar demais.
"Por isso, Estudante transferido-san, vamos comer alguma coisa? Você ainda não almoçou, certo?"
"Você está certo... mas, como você chegou ao 'Por isso' da nossa conversa?"
"No primeiro dia após sua transferência, o estudante transferido estava sozinho e deprimido depois de se transformar todos os estudantes masculinos da sala em inimigo. Essa era uma visão lamentável demais, então eu não pude deixar de chamar você. Além disso, eu me mudei para essa área no ano passado. Então, entendo um pouco os problemas e angústias de um estudante transferido."
Eu aprecio a sua preocupação, mas não havia nada melhor para dizer? ....Bem, ele não parece ser um cara mau.
"Me chame apenas de Basara, okay... eu te chamarei de Takigawa em troca."
"Okay. Então Basara, cafeteria ou cantina da escola?"
"Vamos ver... a cantina da escola hoje, eu acho."
Ele não se esqueceu do incidente mais cedo. A cafeteria provavelmente estava lotada, então ele não conseguiria se acalmar com tanto olhares. Ele apenas queria comprar algo adequado e comer em um local descontraído.
"Então é melhor nos apressarmos. Se não fizermos isso, não restará nada decente."
Após dizer isso, Takigawa começou a andar. Quando Basara o alcançou,
"Ainda assim, para ser o futuro irmão adotivo de nossa princesa Mio e amigo de infância de nossa princesa Yuki... Levantando bandeiras com as duas ídols que nossa escola tanto se orgulha, que tipo de posição de rei é essa?"
"Princesa...? Elas são chamadas assim?"
Ele pensou que suas aparências certamente as destacavam.
"Sim, é por isso que eu acho que você fez as outras classes e os veteranos como seu inimigo também. Quero dizer, essas duas são muito populares aqui e parecem ter muitos fãs apaixonados."
Takigawa encolheu os ombros enquanto sorria.
"Surpreendentemente, o ciúme de um homem é ainda maior que o de uma mulher. E, para ser sincero, é bastante profundo."
De fato. Então, não é de admirar que os meninos das outras classes olhassem com hostilidade para ele quando ele saiu da sala de aula para beber água, e que ele tenha sentido uma vaga intenção de matar no banheiro.
"Ah, estamos atrasados, afinal."
Quando chegaram à cantina da escola, já havia uma longa fila antes da comida.
Junto com Takigawa, cuja expressão ficou amarga, Basara se juntou ao final da fila e sondou casualmente.
"Ei... sobre esses fãs apaixonados, até hoje, já houve algum tipo de incidente em que eles estão envolvidos?"
"Uau, assustador... Bem, de que tipo, por exemplo?"
Takigawa respondeu enquanto olhava para o começo da fila. 
"Vamos ver", disse Basara como prelúdio. "Por exemplo, alguém tentou avançar agressivamente contra elas... Ou, ao contrário, uma garota com ciúmes de sua popularidade realizou algum tipo de assédio?"
"Sem chances. Para começar, os outros fãs não ficariam calados se alguém tentasse tomar a dianteira. Até as garotas sabem da popularidade de Naruse e Nonaka. Elas estão cientes de que iriam irritar os garotos se quisessem fazer algum tipo de assédio descuidado."
"Entendo…"
Em outras palavras, Mio era o centro das atenções até certo ponto nesta escola.
Havia o risco de um inimigo estar presente na escola, mas era improvável que quaisquer medidas chamativas fossem tomadas nessa situação.
… Bem, o primeiro período realmente terminou sem problemas.
É claro, não era possível afirmar que a escola estava perfeitamente segura apenas devido a isso, mas, pelo menos, os lugares e horários que eles precisavam ser cautelosos foram restringidos.
Enquanto Basara pensava nisso, Takigawa, ao seu lado, mostrou um sorriso malicioso de repente.
"Bem, houve um garoto do segundo ano que tentou tomar a iniciativa, mas ele foi submetido a um tempo difícil por alguns senpais... Levando isso em consideração, você provavelmente é aquele em maior perigo."
"Acho que sim…"
Ele teve a sensação de que esse era realmente o caso. Afinal, desde que ele apareceu na cantina da escola, alguns caras estavam encarando. Foi bom que Mio estivesse relativamente segura, mas isso o fez se preocupar com sua própria vida escolar.
"Mas, você está bem com isso, Takigawa? Esses fãs apaixonados não estarão de olho em você também enquanto você estiver comigo?"
Na pergunta de Basara, Takigawa sorriu.
"Não se preocupe. Eu tenho pernas rápidas. Se for necessário, eu vou te abandonar e fugir."
Um colega de classe tão confiável. Então Takigawa acrescentou alegremente -
"Além disso, levantar bandeiras com as duas belezas de nossa escola é um belo de um banquete. Seria esse o chamado ‘potencial protagonista’? Se eu estiver com um cara que tenha tanta 'sorte' ou algum 'poder invisível', acho que minha vida escolar ficará bastante animada. Vamos nos dar bem a partir de agora."
"O mesmo aqui. Mas... eu tenho medo de não ter tanta ‘sorte’ ou um ‘poder invisível’."
Basara mostrou um sorriso irônico. Ele já havia perdido suas qualificações para ser um herói e não passava de um personagem secundário.
Parte 4
Depois da escola.
Mio, que estava em silêncio desde que saíram da sala de aula, finalmente começou a falar depois que eles deixaram a entrada da escola.
"…Por que você está me seguindo?"
"Bem, eu só estou tentando ir para casa..."
Seu tom de voz estava mau humorado. Aparentemente, o incidente que ocorreu na saída da sala de aula esta manhã ainda estava repercutindo.
Bem, aquilo certamente o surpreendeu também.
- No entanto, ela não melhorou seu humor ainda? Eu já estou praticamente isolado na escola, mas mesmo no caminho para casa parece que não terei uma conversa adequada.
Basara pensou que era hora de recordá-la sobre o significado do kanji '人'  - apoiar um ao outro.
"Hey, Mio... o que você acha do kanji '人'?"
"Parece você e Nonaka se abraçando."
Não é bom. Desse jeito é impossível. Ele não podia contar com ela. Se as coisas continuarem assim, ele não tinha escolha além de esperar a intervenção de uma terceira pessoa.
Caminhando em direção ao portão da escola, Basara retornou seu olhar para o caminho em frente. E lá estava -
"Mio-chaan, Basara-saan."
- Maria, esperando do lado de fora do portão acenando energeticamente com a mão. Aparentemente, ela estava mantendo uma imagem pública de serem irmãs. Bem, certamente seria estranho se ela a chamasse de ‘Mio-sama’.
"Bom trabalho em ficar sentado aqui durante todo esse tempo... vocês dois."
"Obrigado por nos esperar, mas sua observação está um pouco incorreta."
Não faça parecer que estamos saindo da prisão. O professor de aconselhamento está olhando.
Maria, percebendo o mau humor de Mio, alternou seu olhar entre as expressões de Mio e Basara. Então,
"Basara-san, Basara-san..."
Puxando-o pela manga e o afastando um pouco de Mio, ela sussurrou em seu ouvido.
"O que há com Mio-sama? Parece que o humor dela está meio escuro."
"Bem, algumas coisas aconteceram..."
"?... Ah, entendo. Então é assim. Isso não é bom, sabe? Você precisa usar métodos contraceptivos."
"Ei... o que diabos você pensou nesse pequeno intervalo agora?"
Parecia que confiar em outra pessoa não era bom também. Ele deveria fazer algo sobre isso sozinho. Naquele momento -
...hm?
- De repente, ele notou Mio olhando para ele.
"...."
Sua expressão parecia estar esperando as palavras de Basara.
... Pense.
É claro que ela ficou preocupada quando aquele que prometeu protegê-la demonstrou uma expressão que ela não conhecia.
Não era nada surpreendente isso. A confiança entre Mio e ele não havia se estabelecido firmemente ainda.
Nem como uma família - nem como amigos.
...Para preocupar minha irmãzinha, eu falhei como irmão mais velho…
Enquanto ele refletia sobre si mesmo tão profundamente, Basara retornou para o lado de Mio.
"....O que?"
Mio, ainda de mau humor, deu-lhe um olhar de lado inquisitivo. Então, quando ele estava tentando encontrar palavras para tranquilizá-la -
"....Basara."
- Uma voz calma e suave chamou seu nome pelo lado interrompendo-o. Antes que ele notasse, Nonaka Yuki estava parada ao lado dele. E ignorando Mio, cuja expressão instantaneamente azedou, ela falou.
"Eu tenho algo importante para discutir... apenas entre nós dois."

Parte 5

Basara decidiu aceitar o convite de Yuki para conversar apenas entre os dois.
Como era de se esperar, Mio, mal-humorada, deixou Basara para trás e foi para casa, no entanto, ela estava acompanhada de Maria.
Assim como esperado da estação, o sol ainda estava alto e havia muitos estudantes trafegando, já que era hora de ir para casa.
Deve ser seguro deixar as duas sozinhas um pouco.
Basara e Yuki se mudaram para um café em frente à estação. Tudo estava tranquilo, até o momento em que eles foram guiados para uma mesa vazia na parte de trás da loja e...
"... Ei, Yuki. Nós estamos sentados em uma mesa, não em um balcão, então você normalmente não se sentaria do outro lado?"
Embora a mesa tenha capacidade para quatro pessoas, por algum motivo, Yuki se sentou ao lado de Basara. Então,
"Não. É melhor se ninguém ouvir o que estamos discutindo agora."
A distância entre eles não era grande para início de conversa, mas Yuki arrastou sua cadeira para ainda mais perto de Basara. Eles estavam tão próximos que seus braços poderiam se tocar. 
A sensação suave do toque de sua pele macia... a doce fragrância de uma garota que era emitida por Yuki...
... Ugh. Isto é mau…
Durante o tempo em que eles ficaram separados, sua inocência desapareceu e Basara estava estranhamente consciente da proximidade de sua amiga de infância que amadureceu em uma jovem mulher. Por outro lado, Yuki estava com uma expressão calma enquanto olhava para o cardápio.
Eles pediram apenas bebidas e, depois de molharem a garganta -
"...Obrigado por ter vindo."
- Yuki abriu a boca lentamente.
"Sem problemas. Eu também gostaria de falar com você."
Os olhares dirigidos a ele na escola eram tão pesados ​​que ele sequer conseguiu ter uma conversa decente no final.
"Isso é bom…"
Yuki deu um suspiro de alívio.
"Eu tinha certeza que você estava com raiva, Basara."
"Mh? Por quê?"
"Quero dizer... você não parecia estar muito feliz, apesar de eu ter abraçado você."
"Não, foi apenas que eu não sabia que era você naquele momento..."
Já se passaram cinco anos desde que ele viu Yuki, com dez anos naquela época, pela última vez. Ambos estavam em seus períodos de crescimento agora. Era compreensível que ele não a reconhecesse de imediato. E qualquer um ficaria preocupado se uma garota, em sua suposta primeira reunião, os abraçasse. Além disso -
"...Você com certeza mudou."
Seu primeiro pensamento foi o quão surpreendentemente bonita ela havia se tornado. A Yuki que Basara conhecia tinha o menor e mais infantil corpo entre seus antigos companheiros de brincadeira, mas agora ela tem uma aparência mais madura do que sua real idade.
Yuki disse que isso poderia ser devido à mudança em seu penteado. Certamente, seu cabelo era mais curto comparado a velha Yuki. Mas... Não foi esse o motivo de Basara não tê-la reconhecido imediatamente após se reencontrarem.
Ele pensou novamente.
... Ela não era do tipo que fazia esse tipo de expressão...
Ela sempre foi alguém de poucas palavras, mas ainda tinha uma grande variedade de expressões. No entanto, a expressão de Yuki quando ela olhou de soslaio enquanto eles esperavam parecia completamente vazia.
...Cinco anos, huh.
Provavelmente, ela havia mudado enquanto ele estava ausente. A atual Yuki pode não ser mais a Yuki que ele conhecia. Assim como o atual ele era diferente do seu eu de cinco anos atrás.
"... Na verdade, eu parecia feliz com isso no passado?"
Basara sentiu que seus pensamentos estavam se dirigindo para direção ruim, então ele retornou ao tópico anterior.
Ouvindo isso, Yuki assentiu com um "Mm".
"Quando eu te abraçava, você responderia me abraçando com força."
"Hm, então era assim..."
"...Além disso, muitas vezes você se aproveitava da situação para apalpar minha bunda."
"Eh, sério !?"
Ele não se lembrava disso, mas ele era apenas um garoto pervertido na época. 
O que diabos o meu eu mais jovem estava fazendo? ..Ah.
Olhando para o estado confuso de Basara, a expressão de Yuki finalmente relaxou quando ela deu um sorriso.
Esse leve sorriso combinava com a Yuki de suas memórias.
Finalmente as coisas pareciam reais para ele... que ele havia se reunido com Nonaka Yuki, sua amiga de infância.
Ele estava muito feliz com isso. Mas, justamente por essa razão, ele não poderia desviar sua atenção nesse momento.
"... Então? Sobre o que você queria conversar?"
Yuki não respondeu imediatamente a pergunta de Basara. E o leve sorriso que ela estava mostrando antes desapareceu quando sua expressão tornou-se fria novamente.
"...É sobre Naruse Mio."
Ela disse sussurrando. Essas eram as palavras que ele esperava.
"Basara... não se envolva mais com ela."
"Então é você, afinal ... O observador dela enviado pela ‘Vila’."
Sim. Inicialmente, era estranho Yuki estar aqui. Para sua amiga de infância - uma garota da Tribo dos Heróis estar aqui, longe da Vila.
"Bem, ela conseguiu um rank de vigilância S-..."
"…Você sabia?"
"Meu pai me contou. Acredito que conheço a maioria das circunstâncias dela também."
"Então, eu vou direto ao assunto. Deixe Naruse Mio imediatamente."
Yuki colocou sua mão sobre a de Basara em cima da mesa e então se inclinou suavemente sobre ele enquanto o encarava.
"Ela está sendo procurada pelo atual Lorde Demônio. Nesse ritmo, você e Jin-san serão arrastados para isso."

Havia duas pessoas observando secretamente Basara e Yuki de um local um pouco distante. - Elas eram Mio e Maria. 
Eles queriam ir chegar em casa antes dele, mas, porque estavam preocupadas, acabaram o seguindo. Elas mal conseguiam ouvir a conversa deles.
"...Parece que ela é da Tribo dos Heróis, assim como Basara-san, afinal."
"S-sim... é o que parece."
Nas palavras de Maria, Mio assentiu um pouco hesitante.
...Ela era amiga de infância do Basara. 
Se ela tivesse pensado um pouco mais sobre isso, ela poderia ter descoberto. Mas, como ela ficou irritada com a cena dela o abraçando esta manhã, ela acabou explodindo e revelando que eles estavam vivendo juntos. Ela simplesmente não conseguiu manter sua cabeça no lugar.
Mesmo agora, ela estava convicta de que eles estavam tendo um encontro.
Mas... agora que ela pensou nisso, ela teve a sensação de que Nonaka Yuki sempre a evitava.
É claro que todos tem seus próprios interesses. Como ela estava a evitando, não havia necessidade de Mio fazer amizade com ela. Então, ela manteve distância também.
... Então foi por isso que senti alguns olhares dela apontados para mim.
Dito isto, desde que ela não havia sido desafiada, não havia necessidade de Mio tomar alguma ação.
De qualquer forma, seus inimigos eram aqueles que mataram seus pais. Adicionar um inimigo da Tribo dos Heróis poderia ser um verdadeiro empecilho para seus planos.
"Mio-sama, o que vamos fazer? Parece que ela está tentando separar Basara-san de nós..."
"...Mm, vamos observar um pouco mais."
Se tudo correr bem, elas podem conhecer as intenções da Tribo dos Heróis.
...Além disso, pode ser que... ela pudesse ouvir os verdadeiros sentimentos de Basara. 
Como ele, que disse que a protegeria, se sentia em seu coração. Embora essa fosse uma chance inesperada, mas era perfeita para Naruse Mio se certificar sobre o garoto chamado Toujou Basara. Assim, Mio tentou esticar ao máximo seus ouvidos para escutar a conversa deles.
"...Mm."
Provavelmente, devido ao seu comportamento de espionagem a fazendo se sentir um pouco culpada, o corpo de Mio tremeu devido a doce sensação que surgiu de dentro de si - a maldição do contrato mestre e servo.
"...Mio-sama?"
Mio começou a repetir ‘Não estou bisbilhotando’ em seu coração enquanto ficava vermelha, levando Maria, ao seu lado, a ficar intrigada. Ela forçou-se a acreditar de que ela não estava traindo seu Mestre, mas apenas se preocupando com ele. Com isso, a sensação doce desapareceu rapidamente e ela soltou um suspiro de alívio.
Enquanto ela voltava a observar Basara e Yuki -
…Ainda assim, de repente o abraçando sem se importar com o lugar, e agora até inclinando-se sobre ele e segurando a mão dele, essa garota - mesmo para uma amiga de infância, ela está sendo pegajosa demais.

‘Não se envolva mais com Mio’ - Para essas palavras de Yuki que se assemelhavam a uma solicitação,
"Tarde demais... eu acho que já fui arrastado para isso."
Basara balançou a cabeça lentamente e declarou sua determinação.
"Meu pai e eu já decidimos protegê-las."
"...Mas!"
Yuki, de forma incomum, levantou sua voz. Depois de hesitar brevemente, ela se forçou a continuar.
"No incidente há cinco anos, você..."
"...Sim."
Ele sabia o que Yuki queria dizer. Devido a esse incidente, cinco anos atrás, Basara teve que deixar a vila. Basara não havia esquecido o que ele fez naquela época, nem o que ele havia perdido. No entanto -
"Ainda assim... eu quero proteger Mio. Mio não desejava o poder que ela possui. Ela só queria viver como uma humana normal, uma garota normal. Isso acarretou à morte de seus pais devido a motivos ocultos dos demônios, e agora - ela mesma corre o risco de ser morta por causa do seu poder."
Ele não podia ignorar isso. Ele tinha um motivo para não fazer isso.
"Ela é inocente. Se vocês, a ‘Vila’, estão dispostos a protegê-la..."
"...Isso é algo impossível. Você deveria saber disso."
"Sim…"
Basara deu a Yuki, que tinha sua expressão escura, um sorriso irônico.
A Tribo dos Heróis existia para proteger a paz do mundo humano dos demônios. Essa doutrina teve prioridade absoluta sobre todo o resto - mesmo à custa de quaisquer sacrifícios.
- Os heróis deste mundo não eram iguais aos heróis da fantasia que protegiam a todos.
Mantendo sua própria existência em segredo, eles apenas protegeram o próprio mundo. Para esse propósito, sacrifícios eram necessários. Basara entendeu isso também - essa foi precisamente a razão dos acontecimentos após o incidente cinco anos atrás.
Basara havia perdido suas qualificações como um Herói e, como Jin não podia continuar protegendo-o como Herói, ele abandonou as suas também – com isso, os dois deixaram a Vila.
E, sobre a vida de Mio estar em perigo, isso era, na melhor das hipóteses, apenas uma briga interna entre demônios. Os Heróis não tinham motivos para ajudá-la.
Portanto. Basara e Jin eram os únicos que podiam proteger Mio.
"Eu entendo sua preocupação, Yuki. Cinco anos atrás, eu não pude assumir as consequências de minhas ações até o fim."
"Não. Aquilo não foi sua culpa... quero dizer..."
Basara cortou as palavras que Yuki queria dizer balançando a cabeça com um ‘Não’.
"Ainda assim, isso não apaga o que eu fiz."
Ao ouvir isso, a expressão de Yuki, que ficou em silêncio até agora, mudou. Baixando seu olhar, seu rosto parecia estar prestes a chorar.
"...Isso não é verdade."
Ela falou em um dialeto  . Esse era um mau hábito seu que aparecia quando ela não conseguia mais controlar suas emoções.
"Não importa o que falem, você me salvou, Basara..."
"... Sim, obrigado."
Foi uma pequena salvação para ele ouvir Yuki dizer isso, mesmo que o que ele fez fosse imperdoável. 
Para ele, que havia cometido um grande erro e perdido muitas pessoas, ainda havia alguém que ele conseguiu proteger.
"Mas eu não podia assumir a responsabilidade por minhas ações... e, mesmo agora, ainda não posso. Ainda não sei como lidar com isso."
Contudo, Basara declarou isso. Como se estivesse expressando seus verdadeiros sentimentos para Yuki e para si mesmo.
"Mas Mio... ela é diferente de mim. Enquanto enfrenta seu passado triste, ela ainda continua tentando desesperadamente seguir em frente. Ela está tentando lutar. E então, nós nos encontramos. É claro, isso foi um dos esquemas do meu pai e fiquei com raiva inicialmente por ser enganado. Mas... no momento em que descobri tudo sobre sua situação, eu queria protegê-la. Não é apenas simpatia ou um capricho. Eu desejo seriamente protegê-la. Como você disse, certamente eu já não tenho o mesmo poder que eu tinha no passado. E, desde que já se passaram cinco anos do meu treinamento, eu não sei quão útil eu posso ser. Mas, você sabe, se os Heróis não podem protegê-la, se eles não podem lutar por ela, então acredito que seja meu papel fazer isso. Portanto..."
Quando ele disse até esse ponto, um tremendo barulho ecoou pela cafeteria.
Quando Basara e Yuki dirigiram seus olhares para a fonte do barulho por curiosidade-
"Me-me desculpe."
Perto da entrada do café, uma garçonete em pânico estava agachada no chão.
Provavelmente, ela esbarrou em algum cliente e deixou cair sua bandeja de aço juntamente com os copos. O cliente estava com pressa, e deixou a porta ainda aberta quando saiu.

Mio, que saiu correndo da cafeteria, continuou a correr desesperadamente.
Ela correu, correu e correu até que estava sem fôlego. Em pouco tempo, ela correu até chegar em um beco. Imediatamente depois, Maria chegou correndo após perseguí-la.
"M-Mio-samaaa, não fuja tão repentinamente. É perigoso você ficar sozinha nas ruas... Mio-sama?"
Maria repreendeu Mio enquanto ainda estava sem fôlego, no entanto, Mio ignorou completamente a sua voz.
Isso era inevitável... ela estava no seu limite.
Se ela tivesse ouvido mais algumas palavras de Basara ali, ela definitivamente estaria chorando.
Ela percebeu que seu rosto estava vermelho. Isso não foi devido à maldição do contrato mestre e servo, nem devido a sua corrida com força total.
"E agora, Maria... como devo agir em relação a Basara de agora em diante?"
Seu corpo tremia de agitação. Ela não conseguia suprimir suas emoções crescentes. Embora ela fosse um fardo para Basara, ele havia tomado uma decisão com tamanha resolução.
Ela não sabia. Aquele Basara.... ele tentou protegê-la com esses sentimentos tão fortes.
"Isso é uma coisa boa... agora sabemos que Basara-san é realmente uma pessoa gentil."
"Mas…"
Após saber disso, Mio se sentiu desconfortável em envolver Basara. Mas Maria balançou a cabeça.
"Você não precisa se preocupar. Os sentimentos de Basara-san são dele. O que que você precisa fazer não é se afastar de maneira estranha, Mio-sama, sim mas responder adequadamente aos sentimentos de Basara-san."
"Responder... mas como?"
"Isso é óbvio. Abra seu coração para ele e confie nele."
"S-só isso? Apenas algo tão simples?"
"Sim, de fato. Além disso, se você sentir vontade de fazer algo por ele, acredito que deveria apenas fazer."
"Eu, fazer algo por ele..."
O que seria? Nesse caso, seria melhor expressar de alguma forma gratidão? Se sim, o que ela poderia fazer? 
Inadvertidamente, Mio mergulhou em pensamentos profundos.
"Ah, mas..."
De repente, Maria franziu as sobrancelhas enquanto parecia ter se lembrado de algo.
"...Essa amiga de infância dele pode ser um pouco problemática... Nós não sabemos o que aconteceu depois que saímos do café, mas Basara-san é geralmente uma boa pessoa. No início, eles estavam de mãos dadas e olhando nos olhos um do outro. Se ela chorar, ou se aproximar de maneira um pouco mais ousada, é possível que Basara-san possa cair sob seus encantos... "
"M-mais ousada... ela não poderia fazer... eles estão em público."
Mio tentou negar essa possibilidade, mas, de repente, ela se recordou do incidente desta manhã na sala de aula.
Certo. Pensando bem, Yuki é do tipo de garota que o abraçaria abertamente em público. Sua saudação quando se reuniram... não seria estranho ela fazer ainda mais para manter Basara junto de si... mas, ma-mais do que apenas abraçá-lo... de-de jeito nenhum!
Não é bom. Isso não deixou espaço para muitas possibilidades.
"O-oh não... o que vamos fazer, Maria?"
Quando Mio perguntou com sua imaginação arbitrária, Maria mostrou uma expressão confiante novamente.
"Mio-sama, não se deixe intimidar. Você precisa atacar."
"Co-como?"
Maria riu com um 'Fufu' na pergunta de Mio que buscava uma solução.
"Por favor, deixe comigo. Eu conheço um método muito bom!"
Parte 6
No final, Basara e Yuki não conseguiram mais entrar na mesma sintonia depois disso. Não importava o que Basara argumentasse, Yuki não aceitaria. Não importa o quanto Yuki o persuadisse, Basara não recuaria de seu ponto de vista. 
Quando eles deixaram o café, o sol já havia se posto e a lua começava a pairar no céu. 
Seguindo o exemplo das outras pessoas se apressando para suas casas, Basara e Yuki começaram a caminhar também.
"... Espero que isso a anime um pouco."
Basara murmurou enquanto olhava o bolo que ele havia comprado no café como presente. Mais tarde, quando chegasse em casa, ele com certeza teria que se explicar para Mio e Maria. Além disso, era provável também que ele receberia um sermão. 
Então, apenas quando ele inadvertidamente se sentiu abatido, a figura que deveria estar ao seu lado desapareceu repentinamente.
"...Hm? O que foi, Yuki?"
Quando ele se virou, Yuki havia parado alguns passos atrás.
"... É inútil. Tanto Jin-san quanto você não fazem mais parte da vila... eu não acho que você possa vencer a atual facção do Senhor dos Demônios sozinho."
"Talvez... mas estaremos bem desde que não sejamos derrotados. O inimigo não está atrás da vida de Mio, mas do poder que dorme dentro dela. Além disso..." - Basara prosseguiu - "...No momento, eles estão mantendo um conflito interno, já que não querem que as coisas saiam do controle. Assim, meu pai e eu nos tornamos Coringas. Certamente nós podemos ter deixado de ser ‘Heróis’, no entanto, nós ainda mantemos a nossa capacidade de lutar. Eu imagino que o inimigo pensará duas vezes antes de agir. É possível que eles pensem que a Tribo dos Heróis agiria por vingança uma vez que colocassem as mãos em nós."
Se esse fosse caso, então era mais do que provável que eles poderiam tomar conta disso sozinhos.
"Mas…"
"Sim, é claro que isso realmente não vai acontecer. A Vila trata tanto meu pai e quanto eu como inexistentes depois de terem nos perseguido."
Para a Vila, ele e seu pai não eram mais camaradas, nem humanos dignos de sua proteção. Mesmo que eles estivessem para morrer, a Vila certamente apenas continuaria observando.
"Mas eu realmente não me importo. Não pretendo arrastar você ou a Vila para a nossa luta."
De qualquer maneira, ele tinha que proteger Mio neste momento. Mesmo que fosse apenas temporariamente ou para ganhar tempo. Enquanto isso, Jin teria que parar o inimigo. E se isso não fosse possível, ele se juntaria a Jin e pensaria em um novo plano. 
-Mas.
"…Isso é impossível."
A voz calma de Yuki negou as palavras de Basara. 
‘Por quê...’ era o que Basara queria perguntar, mas antes que isso fosse possível, Basara viu a aura transbordando em torno do corpo de Yuki que surge quando um Herói libera seu poder.
E então, um ruído estridente ecoou. Yuki instantaneamente desembainhou sua espada espiritual materializada. Assim como a espada mágica de Basara, Brynhildr, a espada espiritual de Yuki cobriu seu braço até o cotovelo com uma proteção metálica. Usando essa espada espiritual que não podia ser vista pelos olhos humanos, Yuki realizou um golpe cortante invisível.
Basara percebeu que esse golpe cortou ‘algo’ que estava escondido no espaço vazio.
"Agora mesmo…"
"Um demônio de classe baixa perdido. Você não percebeu isso Basara, mas o poder do Senhor dos Demônios em Naruse Mio está lentamente os atraindo cada vez mais. Atualmente não é grave, mas com o tempo pode atrair aqueles que machucam as pessoas." Yuki disse enquanto retraia suavemente sua aura e espada espiritual. "Se a existência de Naruse Mio prejudicar as pessoas ao seu redor, a Vila imediatamente fará dela um Alvo de Eliminação. Eu acredito que isso não vai demorar muito."
"Yuki..."
Basara inadvertidamente estendeu sua mão, mas Yuki a evitou suavemente. Seus olhos tristes olhavam diretamente para Basara.
"Se isso acontecer, eu não vou me segurar... mesmo que você venha a me odiar por causa disso."
Sem esperar por uma resposta, Yuki se virou e partiu, deixando para trás Basara, que havia caído em silêncio.

Parte 7
Quando Basara voltou para casa, ele imediatamente chamou Mio e Maria e explicou sua relação com Yuki. Ele explicou desde ela ser um ‘herói’ , seu encontro após cinco anos, e até o fato de que ele havia recusado ainda na cafeteria o pedido dela de que ele abandonasse Mio. Ele contou tudo a elas.
Ele estava preocupado se ela não o ouviria devido ao seu mau humor, no entanto, surpreendentemente, tanto Mio quanto Maria o ouviram obedientemente. E assim, dez minutos passaram-se com apenas Basara contando os acontecimentos ocorridos.
"Err... então, este é um bolo que eu comprei no café."
Basara, terminando sua explicação mais rápido do que havia pensado, examinou timidamente as expressões das duas.
"......"
"......"
As duas garotas permaneceram em silêncio e sem expressão.
Estranho...
O silêncio era opressivo demais. Era exatamente igual a época em que elas revelaram suas verdadeiras identidades e disseram a Basara para sair de casa.
"Uh-uhm..."
Incapaz de suportar o silêncio sufocante, Basara tentou quebrar essa atmosfera em busca de uma reação delas. Com isso - 
"…Sim, eu entendo."
- Finalmente, Maria abriu a boca. Basara deu um suspiro de alívio.
Mio, ao lado dela, permaneceu em silêncio, mas ele não forçou mais.
"Se-sério? Isso é bom. Então, vamos jantar..."
"....Não, você poderia reservar um pouco de tempo antes disso?"
Antes de Basara terminar, Maria cortou suas palavras.
"Na verdade, enquanto você conversava com Nonaka-san, Mio-sama e eu estávamos extremamente preocupadas. Nós pensamos que você poderia ser persuadido por Nonaka-san e nos abandonar... certo, Mio-sama?"
"...Eh? Sim, certo."
Quando a conversa se voltou repentinamente para ela, Mio, que havia permanecido em silêncio até esse momento, assentiu apressadamente.
"Foi minha culpa... no entanto, eu retornei corretamente, vê?"
"De fato. Mas, como o encontro durou até tão tarde, eu estava preocupada que talvez você tivesse sido convencido por ela... e você, Mio-sama?"
"Si-sim... certo."
Mio assentiu novamente.
"Não, não foi um encontro, mas apenas uma conversa normal..."
"...Você pode provar isso?"
"Provar?.... Provar o quê?"
"Você precisa perguntar? Provar que você não nos traiu."
Não peça o impossível com uma expressão tão cheia de si. Não há como existir algo assim.
"Você só poderia acreditar em mim nesse caso..."
"Por favor, não entenda mal. Nós confiamos em você, Basara-san. Sim, nós certamente confiamos em você." Maria falou com um tom levemente exagerado. "O problema é que gostaríamos de ter ainda mais confiança em você, Basara-san. Como companheiros de armas, gostaríamos de aprofundar nossos laços de confiança. Isso é tudo... certo, Mio-sama?"
"Si-sim... é como ela disse."
Sério? Porque até agora, isso parecia apenas uma jogada de terceira categoria para mim. Ainda assim...
Devido ao desenrolar dos eventos, eles acabaram formando um contrato de mestre e servo, mesmo assim, Basara também estava preocupado com a confiança entre eles. Com Jin fora de casa, ele gostaria de reduzir possíveis preocupações em relação ao futuro o máximo possível. Parecia que Mio e Maria queriam que Basara fizesse algo por elas. O pedido absurdo de que ele mostrasse uma prova de que ele não havia traído elas provavelmente estava o direcionando para isso.
Hmm... Seria bom se eu fizesse algo que pudesse tranquilizá-las. Então...
"De algum jeito, eu entendi seu ponto de vista.... Então? O que você quer que eu faça?"
Ao ouvir isso, Maria exibiu um sorriso. E então, ela lentamente acenou para Basara.
"Estou feliz que você tenha dito isso. Bem, então, Basara-san, por favor, venha aqui."
"... Como as coisas acabaram assim?"
No local onde Maria o levou, Basara murmurou em pura frustração.
Neste momento, Basara estava em um espaço repleto de vapor branco - o banho. Com apenas uma toalha na cintura, Basara estava sentado em um banquinho de plástico com os cotovelos no joelho e suas mãos apoiando o queixo. De suas costas,
"Isso não é óbvio?"
Uma voz alegre o respondeu da banheira. Era Maria, a mente por trás disso, que olhava para ele enquanto apoiava seu queixo sobre suas mãos na borda da banheira.
"A única maneira de aprofundar nossos laços neste mundo é ficarmos nus juntos." 
"Isso é apenas para aqueles do mesmo sexo. Por que você faria com alguém de outro sexo?"
Quando pessoas de sexos opostos ficavam nuas juntos, era apenas uma situação erótica.
"Qual é o problema? Ficando em um local limitado como uma pequena sala quase completamente nu... ao compartilhar o mesmo sentimento de vergonha isso terá o mesmo resultado, mesmo que você não goste disso. Você poderá tratar outra pessoa gentilmente depois de conhecer sua dor."
"O que há com essa mentalidade de lamber as feridas um do outro!? Ou melhor, isso não faz sentido quando o resultado é forçado!"
"Não exatamente Basara-san. O 'Não' de uma garota significa 'Sim'. Ou..." - Maria prosseguiu - "...Será que você não gosta de tomar banho com uma garota?"
"Não, eu não diria que desgosto..."
Não havia como ele, um garoto saudável do ensino médio, não gostar disso. Ainda assim, até mesmo os garotos precisavam se preparar mentalmente às vezes.
Anteriormente, Maria levou Basara para a ante-sala do banho. Lá, ela tirou sua própria roupa e disse para o desconcertado Basara.
"...Agora, então, vamos todos tomar um banho juntos."
Ele não tinha ideia do que estava acontecendo. As coisas estavam simplesmente seguindo um rumo completamente louco. 
Basara imediatamente tentou recusar, mas ela replicou dizendo "Eu não posso confiar em você quando nem mesmo tomamos banho juntos". Além disso, ele tinha certeza de que Mio seria contra isso, mas ela havia trancado a porta da ante-sala e selou sua rota de fuga dizendo "...Por favor, entre conosco". 
Como parecia que elas iriam o despir, Basara finalmente desistiu. Ele concordou acompanhá-las e, relutantemente, removeu sua roupa sozinho.
Estando de costas um para o outro e com a toalha cobrindo sua parte importante, ele pensou que elas não perceberiam, mas a vergonha que ele estava sentindo não deveria ser menosprezada. Seus batimentos cardíacos acelerados certamente não eram apenas devido ao ar quente do banho. E, ao contrário da calma Maria, Mio parecia estar sentindo o mesmo que ele.
"......"
Na banheira - ao lado de Maria, o rosto de Mio corou de vergonha. Essa foi uma reação natural. Embora ela ainda estivesse vestindo uma toalha de banho, não havia dúvidas que seus grandes seios iriam flutuar na água. Devido a isso, o nó da toalha estava a beira de desatar, então ela inicialmente manteve a toalha presa com suas mãos mas, com o passar do tempo, ela desistiu disso e apenas descansou seus seios na beirada da banheira - em uma postura que enfatizava o volume dos seios até o limite.
Isso é jogo sujo...
Mesmo em circunstâncias normais, já seria um desafio para a mente de um garoto adolescente tomar banho junto de uma garota, mas aqueles seios o estavam seduzindo ainda mais. Afinal, Basara já os tinha sentido diretamente - aquela incrível sensação suave que deixaria qualquer garoto louco.
Além disso, sua expressão envergonhada enquanto morde os lábios e sua pele corada com um leve tom de rosa - tudo em Mio neste momento era completamente sedutor. De maneira indesejada, Basara acabou se recordando da noite em que o contrato foi formado.
"Agora então, que tal você lavar as costas de Basara-san, Mio-sama?"
Maria, na banheira, sugeriu algo impensável.
"... Eh? Não há necessidade disso. Eu posso me lavar sozinho."
"Isso não vai acontecer. Isso iria contra o significado de tomar banho juntos."
Basara tentou recusar, mas Maria declarou decisivamente.
"É claro que você pode lavar as costas sozinho. No entanto, aqui você deve se arriscar a expor abertamente suas costas para nós - é exatamente disso que se trata a confiança, assim como confiar as costas um ao outro em uma luta."

E depois -
"Mio-sama e eu vamos lavar adequadamente suas costas para você... no entanto, nós não estaremos apenas lavando-as, mas também estaremos respondendo a sua confiança de expor suas costas a nós. Você só é capaz de confiar em alguém que expõe abertamente suas costas a você. Ficar nu no banho é precisamente uma situação em que removemos todas as defesas ao seu redor enquanto construímos uma relação de confiança mútua. Você não concorda?"
"Uhh..."
Após ouvir algo razoável, Basara não pode deixar de ficar sem palavras por um momento antes de suspirar um 'Haah'.
"... Ok. Se isso fará você confiar em mim, então vá em frente."
Bem, eu já estou sentado no banquinho afinal. 
Quando Basara concordou e deixou suas costas para elas -
"S-sim... Deixo comigo."
Mio saiu lentamente da banheira e foi até as costas dele.
Depois de se mover para as costas de Basara, Mio sentou-se no chão do banheiro com seus joelhos dobrados e as pernas dispostas lado a lado.  Então, ela encharcou a esponja com o sabonete corporal.
"Eu, eu irei começar agora ..."
Com uma expressão nervosa, ela começou a lavar as costas de Basara. Essa foi a primeira vez que ela lavou as costas de um garoto. Ela já pensou nisso antes, quando andou de bicicleta atrás dele, mas...
...Então é assim que as costas de um garoto são.
Era mais larga do que a dela e, mais do que tudo, era robusta devido ao seus músculos. O corpo de Basara, que ainda podia demonstrar proezas de batalhas incríveis em combate real, uma vez que ele foi um Herói no passado, estava repleto de cicatrizes. Elas provavelmente foram originadas de treinamentos e combates reais. Cada uma das cicatrizes era antiga. Mesmo aos olhos de Mio, que era inexperiente nesse assunto, ela podia dizer que esse corpo havia sido bem treinado. Portanto, ela podia compreender como ele derrubou o inimigo com um único golpe de sua enorme espada mágica.
Naruse Mio percebeu mais uma vez - que não havia dúvidas que ela foi salva por essa pessoa.
"…Está tudo bem?"
"Eh? N-não, nada."
Questionado por um Basara confuso, Mio rapidamente começou a mover sua mão que havia parado.
- Nesse instante, Mio notou repentinamente algo na extremidade de sua visão. Era a expressão de Maria que a estava observando da banheira. Essa expressão estava claramente criticando-a.
...Eu, eu já entendi...
Mio lembrou-se das palavras que Maria havia dito antes de Basara chegar em casa.
Foi uma ideia para que Yuki não roubasse Basara - o plano secreto de Maria.
- No café, Basara declarou decisivamente que protegeria Mio. Esses certamente eram seus verdadeiros sentimentos. Mesmo agora, ele estava confiando suas costas abertamente a Mio. Isso mostrou que Basara confiava em Mio. Sendo assim, ela teria que responder a essa confiança.
"...*gulp*..."
Mio limpou a garganta com um gole e soltou o nó da toalha que estava usando.
O que aconteceria se ele se virasse agora...
- Enquanto pensava nisso, Mio ficou completamente nua e aproximou seu corpo das costas de Basara. O que o tocou primeiro foi a parte do corpo de Mio que, inevitavelmente, mais se destacou - seus seios.
"H-hey !?"
"Nã-não se mexa!!"
Basara levantou sua voz em surpresa e tentou fugir, mas Mio o deteve com uma voz ainda mais alta.
"Por favor, fique assim... se você se mover, eu o matarei você cem vezes."
Mio declarou com uma voz fraca a Basara, que estava completamente petrificado.
Isso era algo incrivelmente embaraçoso para ela também. Ainda assim, se isso fosse o suficiente para impedir que Yuki roubasse Basara, ela, de alguma forma, poderia suportar esse nível de vergonha.
Maria havia dito a Mio que seus seios eram uma arma eficaz contra Basara. E isso era realmente verdade. Em comparação com as meninas da mesma idade, os seios de Mio eram bastante... não, excepcionalmente grandes.
Seja na escola ou nas ruas, ela frequentemente sentia o olhar dos homens não apenas dirigidos ao seu rosto, mas aos seus seios também.
Ela nunca havia pensado nisso como uma coisa boa, no entanto, dessa vez. era diferente. Esses seios eram, certamente, uma arma que Yuki não possuía.
...Basara...
Mio encarou a parte superior do corpo petrificada de Basara, que havia se tornado vermelho vivo devido a concentração de sangue.
Basara estava consciente dela... 
Por algum motivo, isso a deixou incrivelmente feliz. Mio pegou a garrafa de sabão corporal, derramou o conteúdo amplamente sobre seus seios e fez espuma.
"..."
Determinada, ela novamente pressionou seus seios contra as costas dele e começou a deslizá-los para lavá-la. Ao fazer isso, seus seios volumosos mudaram de forma de maneira surpreendente e preencheram as cavidades musculares das costas de Basara. 
Atingida por um sentimento de vergonha inesperado, o corpo de Mio de repente começou a passar por uma mudança. Dentro do seu corpo, lentamente começou a brotar um estímulo doce e acalorado.
...Mmm.. Aah...
De repente, Mio notou que a ponta de seu peito estava rígido. Ela acabou percebendo isso por si mesma. Esse constrangimento fez explodir o sentimento acalorado por todo o corpo de Mio, colorindo-o com um tom vermelho brilhante.
- No entanto, Mio não retirou seus seios das costas de Basara. Porque Basara também estava agindo de maneira envergonhada. Embora ele não expressasse isso, seu corpo estava claramente quente. Não havia dúvidas que a consciência de Basara estava voltada completamente em Mio neste momento. Esse fato fez Mio sentir uma felicidade insuperável.
… Basara… Basaraa…
Foi esse um efeito do contrato Mestre e Servo também? Normalmente, ela absolutamente não faria algo tão indecente. No entanto, ela estava orgulhosa nesse momento de ir tão longe por Basara - seu Mestre.
"Mm... fuh, aah... hmm..."
Em algum momento, Mio atrelou seus braços ao redor da parte frontal de Basara e pressionou-se contra ele tanto quanto podia, completamente imersa em deslizar seus seios na costa diante de seus olhos. Cada vez que ela se movia, as bolhas de espuma emitiam um som lascivo e pegajoso.
E então, quando os seios de Mio haviam percorrido toda a costa de Basara -
"... Eu acho que já está tudo limpo agora..."
- Basara, que estava no limite de sua confusão, falou. Mio então, levantou seu rosto entorpecido.
"B-bem... eu apenas fiquei com um pouco de fome. Nós ainda não jantamos afinal. Além disso, eu também comprei um bolo..."
‘...Então é hora de sairmos’ - era o que Basara estava prestes a dizer.
"....Ah, não há problema. Eu pensei que isso poderia acontecer, então eu trouxe o bolo que você comprou comigo."
Sem saber de onde ela tinha tirado aquilo, Maria ergueu a caixa de papel branco que continha o bolo. Então, ela rapidamente abriu a caixa, pegou um shortcake  e saiu da banheira.
"Aqui, Basara-san... diga 'Ah'".
"Es-espere! Por que você trouxe o bolo para o banho!? Isso é estranho demais! "
Basara gritou tentando parar Maria. No entanto suas mãos acabaram colidindo contra ela.
"Auu..."
O bolo caiu da mão de Maria no ombro de Basara, em seguida, deslizou pelo seu braço até o cotovelo, e então finalmente caiu no chão. O creme branco fresco e o pão de ló sujaram a pele de Basara e a deixaram pegajosa.
"Ve-veja, comer bolo no banho é muito extremo!" - Basara falou - "Então, vamos nos lavar rapidamente e sair."
"....Não, por favor, espere. Este é o bolo que você comprou especialmente para nós."
Maria parou Basara e sentou-se no chão ao lado dele. E então -
"O qu- o que você está fazendo!?"
"Você precisa perguntar?... Eu terei prazer em comer isso."
Maria respondeu ao desconcertado Basara sem qualquer hesitação e, em seguida, começou a lamber o creme fresco em seu braço.
"UWAAAAH!?"
"Por favor, fique parado. Eu tenho que pelo menos comer a porção que não caiu no chão, ou eu me sentiria triste pelo bolo."
Maria falou indiferente e em seguida lambeu os lábios como se dissesse ‘Muito bom’. E então - 
"Isso é delicioso, Mio-sama... Se você quiser, você poderia cuidar da porção no ombro dele?"
"Eh…?"
Ao ouvir isso, Mio olhou para o ombro de Basara que estava diante dela. Aquele foi o primeiro lugar em que o bolo havia caído, portanto, havia bastante creme fresco ali. Mio começou a encarar aquilo como se estivesse sugando.  
"Hey, Mio... Não me diga que você também..."
Basara estava dizendo alguma coisa, mas suas palavras não chegaram aos ouvidos de Mio neste momento.
- Sem que ela percebesse, Mio aproximou seus lábios de Basara e deixou sua língua vaguear.
O creme fresco com a temperatura corporal de Basara era surpreendentemente doce. Depois de saboreá-lo completamente com a língua, ela o misturou com a grande quantidade de saliva que havia se acumulado em sua boca e engoliu imediatamente.
Conforme essa mistura descia por sua garganta, ela sentiu uma sensação cativante lentamente deslizando para dentro seu corpo. Era como se estivesse fazendo cócegas em seu interior. Mio não pode deixar de tremer com essa sensação de prazer e um gemido apaixonado "Ahh..." escapou de sua boca.
- E então, ela não conseguia mais se conter.
Entrando em um estado de delírio, Mio continuou a lamber o creme de leite fresco que estava em Basara. Aquilo estava uma delícia. Além disso, enquanto ela lambia Basara, sua pele estava sendo pressionada contra ele, tornando tudo - seus seios, seu abdômen e seus braços - ainda mais sensíveis do que antes.
Mesmo após todo o creme ter acabado, Mio continuou a lamber o corpo de Basara e a esfregar seu próprio corpo contra o dele. Um interruptor havia sido completamente acionado dentro de Mio e ela chamou Basara de ‘Onii-san, Onii-san’ várias e várias vezes.
De repente... Basara subitamente se levantou e então -
"…Vocês duas."
Toujou Basara disse em voz baixa enquanto olhava para Mio e Maria, que estavam sentadas no chão do banheiro.
Ele não sabia se elas estavam brincando com ele ou se ainda estavam testando sua confiança, mas... tanto Mio quanto Maria eram lindas garotas e Basara era um garoto saudável. Mesmo em circunstâncias normais, ele muitas vezes acabava vendo elas como garotas normais - ao invés de membros da família - enquanto moravam juntos, e estava suprimindo esses sentimentos até agora. No entanto, ao vê-las agindo dessa forma que desconsiderou completamente sua situação, não havia dúvidas que ele atingiu seu limite.
Junto com a raiva, seu raciocínio desapareceu.
"Tudo bem... se é isso que vocês querem, então não venham chorar para mim mais tarde."
Assim que declarou isso, Basara avançou sobre Mio e Maria.
"Yahn... Basara, Oni-... nããooo." 
"B-Basara-san, a-acalme-se."
Ambas rapidamente levantaram vozes perturbadas, mas já era tarde demais. Enquanto as segurava, Basara esmagou o bolo restante em suas mãos e o espalhou sobre os corpos delas. 
Começando pelos seios, nádegas e coxas suaves, ele espalhou o creme, o mousse de chocolate e morango por todo o corpo delas, e então, ele começou a saborear suas peles impregnada de doce com a língua. Mio e Maria protestam com vozes abafadas, mas Basara não se importou. No banho, que estava cheio de uma fragrância doce e sufocante, ele lambeu o corpo de Maria enquanto acariciava os seios de Mio ou chupou ferozmente todo o corpo de Mio enquanto agarrava o traseiro de Maria.
Sobre isso, elas inicialmente mostraram um pouco de resistência, mas depois de um tempo, elas se renderam completamente a Basara e começaram a deixar escapar vozes sedutoras. Isso era natural. Basara era o mestre de Mio e Maria era subordinada de Mio. Quando Basara sentisse vontade de fazer isso, as duas não tinham o direito de protestar.
E então, colocando as duas que estavam com expressões completamente encantadas uma ao lado da outro no chão -
"Para que vocês nunca mais façam coisas tão lascivas novamente, eu a subjugarei completamente."
- Basara estendeu sua mão lentamente e tentou arrebatá-las totalmente para si.
Então... ele despertou.
Não era como se ele tivesse retornado a sua razão. Ele simplesmente acordou de um sonho neste momento.
Ele não estava no banho, mas em sua cama.
"Eh? Isso... isso foi... um sonho...?"
Basara não pode deixar de ficar estupefato e soltar um grande suspiro depois.
Boa. Se isso fosse real, eu teria sido um verdadeiro bruto.
"Ahh... Bom. Foi tudo um sonho."
Dizendo isso, ele suspirou em alívio. – Nesse momento.
"Não, Basara-san.... aquilo era real até a metade."
Basara ficou surpreso com aquela voz. Então, ele finalmente percebeu que estava deitado enquanto abraçava Maria. Contudo, isso é mais macio e quentinho do que qualquer travesseiro de abraço. 
"Eh...? Aquilo antes, foi real até a metade?"
Em sua pergunta nervosa, Maria riu ‘Fufu’.
"Você esqueceu? Realmente me surpreendeu quando você se levantou de repente e depois desmaiou com uma incrível hemorragia nasal. O CSI obteria uma reação inacreditável de luminol em nosso banho." 
"... Eu-eu vejo."
O fato de ter sido real apenas até metade do caminho foi um pouco irritante por si só, no entanto, isso pelo menos significava que Basara realmente não havia feito nada com Mio e Maria. Aparentemente, ele tinha escapado da pior situação possível.
"Hmm...A propósito, Basara-san." - Maria falou com um tom cheio de energia novamente - "Você poderia retirar sua mão da minha bunda agora?"
"Eh?.... Uwaah!?"
As mãos de Basara haviam deslizado até as costas de Maria e agarraram seu traseiro fofo. Além disso, quando ele tentou remover apressadamente suas mãos, ele percebeu que elas estavam tocando o traseiro dela diretamente sob sua calcinha. 
Em um instante, Basara rapidamente removeu as mãos de dentro do shorts dela e depois se afastou pulando fora da cama.
"De-desculpe ..."
"Não, isso foi minha culpa por rastejar para sua cama, Basara-san."
Após dizer isso para Basara, que estava perturbado, Maria exibiu um sorriso malicioso.
"Mas, para colocar inconscientemente suas mãos nas roupas íntimas de uma garota enquanto você dorme... Esse lado assertivo de você me surpreendeu. Mas bem, você estava tendo esse tipo de sonho, afinal."
"Eh... então, esse sonho de mais cedo foi trabalho seu?"
Uma súcubos era um demônio do sexo feminino que aprisionava os homens em uma gaiola de prazer, mostrando-lhes sonhos obscenos. Ela parecia saber sobre o conteúdo de seu sonho e até admitiu que havia se arrastado para a cama dele. Então, ele tinha certeza de que aquele sonho foi resultado de sua magia, mas -
"De jeito nenhum. Esse era o seu próprio sonho, Basara-san. Eu só dei uma espiada nele. Além disso, se tivesse sido um sonho devido a influência da minha magia, você não teria subjugado Mio-sama e eu, mas você teria sido obrigado a ouvir todas as nossas palavras enquanto o seduzimos sem piedade. "
"Ugh... você tem razão."
"Não, não, eu também fiquei surpresa. Os sonhos representam algum desejo ou sua verdadeira natureza, mas pensar que seu sonho seria assim... Você pode ter um lado sádico surpreendentemente brutal para você."
"Até parece…"
Ele nem queria imaginar. Basara ficou cansado, então
"... Isso me lembra, onde está Mio?"
"Ela estava preocupada com você após o seu colapso, mas ela já foi para a cama agora."
Para a sua pergunta, Maria respondeu-lhe diretamente. Quando de repente ele olhou para o relógio na parede, já era madrugada, duas da manhã. Aparentemente, já havia passado algum tempo desde que ele desmaiou no banho.
"Entendo... mas esse é um bom momento, eu acho."
Ele estava preocupado com o que foi real e o que foi sonho anteriormente, mas Basara decidiu ignorar isso por enquanto. Porque havia algo que ele queria conversar com Maria sem que Mio ouvisse.
"Maria... há algo que quero discutir com você."
"Hm? Qual é o problema?"
Maria perguntou de volta intrigada, enquanto Basara lentamente começou a falar.
Foi sobre o assunto que ele não mencionou enquanto contava as duas toda a história sobre Yuki depois de voltar para casa. Uma questão que ele não queria que Mio ouvisse. 
Enquanto conversava com Maria, Basara acabou cerrando os punhos em algum momento. Ele se lembrou das palavras que Yuki disse ao se separarem.
…Pro inferno que eu vou deixar isso acontecer.
Os demônios que buscavam o poder do Senhor dos Demônios adormecido dentro de Mio eram o suficiente de inimigos.
Para obter um inimigo equivalente a Yuki - alguém da Tribo dos Heróis, ele não deixaria isso acontecer.
Parte 8
No interior da Academia Hijirigasaka, a campainha soou anunciando o término do quarto período. Em seu assento próximo à janela, Mio suspirou de alívio.
... Agora é a hora do almoço.
Só mais um pouco, ela pensou consigo mesma. Quando a aula de hoje, uma sexta-feira, terminar, amanhã será sábado, um dia livre. Ao pensar assim, ela se sentiu um pouco melhor.
- A maldição do Contrato Mestre e Servo é ativada por sentimentos de culpa em relação ao Mestre. No entanto, as condições para sua ativação foram bastante desvantajosas para Mio. Ela sabia que Basara estava tentando seriamente protegê-la mas, apesar disso, uma parte de Mio ainda não podia ser honesta com ele. Além disso, ela agiu de uma maneira surpreendentemente não condizente com sua imagem na frente de Basara no banho outro dia. 
Quando somado a vergonha desse ocorrido, ela ocasionalmente acabava agindo de maneiro irritada por impulso.
Apesar disso...
Enquanto eles estão em casa, isso não é um problema. Como os três conheciam as circunstâncias, eles podiam agir levando em consideração a não ativação da maldição.
No entanto, isso era diferente na escola, onde havia outros que não sabiam de suas circunstâncias. Se ela descuidadamente agisse de forma antinatural ou desajeitada, as outras pessoas poderiam suspeitar dela. 
Sua melhor opção seria não se envolver com Basara durante a escola. No entanto, como isso fazia parecer que ela estava o evitando de maneira intencional ou sendo fria com ele, essa sensação acabava a levando a ter uma consciência culpada. E, neste momento, a maldição seria ativada. 
A marca que surgia em seu pescoço era mágica, portanto, não podia ser vista por humanos normais. Mesmo assim, ela já havia perdido as contas de quantas vezes ela tinha se escondido no banheiro ou na enfermaria nos últimos dias. Sua última esperança era que seu comportamento desonesto não levasse a maldição a ser ativada com muita força. Se ela apenas suportar pacientemente os surtos, eles cessariam após alguns minutos.
"Hey Basacchi ~ vamos pegar algo para comer."
De repente, ela percebeu em sua visão seu colega de classe Takigawa se aproximando de Basara.
"Claro, me dê um segundo."
Basara respondeu. Em seguida, ele guardou seu livro e caderno debaixo de sua mesa e se levantou.
"Vamos onde hoje?" 
"Cafeteria. O Combo-A será mais abundante que o normal já que é o último dia da semana."
Enquanto conversavam, Basara e Takigawa deixaram a sala de aula.
No primeiro dia de aula após sua transferência, Basara não havia se transformado em um inimigo apenas para seus colegas de classe, mas para metade dos garotos de toda a escola. Mio era parcialmente responsável por isso, então ela estava um pouco preocupada, mas, aparentemente, ele conseguiu gerenciar muito bem essa situação e fazer um amigo. 
Bem... esse apelido é questionável, no entanto. Mas o verdadeiro problema é...
Mio dirigiu seu olhar para o outro motivo do isolamento de Basara. No primeiro assento da fileira próxima a janela, a mesma de Mio, a garota sentada lá observava Basara enquanto ele saia da sala de aula. Uma linda garota com uma aura fria. Era Nonaka Yuki, uma amiga de infância de Basara e um Heroí.
Yuki, observando as costas de Basara com olhos ansiosos, de repente percebeu o olhar de Mio.
"...."
Alterando sua expressão para uma fria e sem emoções, ela levantou-se e saiu da sala de aula dessa maneira.
O completo oposto de antes...
No primeiro dia de aula de Basara, Yuki o abraçou em sua reunião. Uma ação ousada que surpreendeu todos que estavam por perto. Embora ela tenha agido dessa maneira, Yuki havia permanecido calma. Portanto... Mio tinha certeza de que Yuki faria mais avanços em Basara no dia seguinte. No entanto, contrariando suas expectativas, Yuki não se envolveu mais com Basara. Mesmo que seus assentos fossem lado a lado, eles quase nunca conversavam.
Ela ouviu que Basara e Yuki não haviam chegado a um acordo sobre a discussão no café outro dia. Então esse provavelmente era o motivo. Aqueles ao redor ignorante a isso estavam todos confusos com essa mudança repentina.
... A culpa é minha, não é?
Basara, que tentou proteger Mio, e Yuki, uma forasteira. As opiniões desses amigos íntimos de infância eram diretamente contrárias uma a outra, e o resultado disso é essa situação atual. 
Entretanto... como o assento de Mio estava atrás do deles, ela acabou percebendo isso - Mesmo que Yuki não falasse com Basara ou mesmo que ela agisse de maneira fria com ele, ela ainda estava pensando nele. 
De vez em quando, ela lançava alguns olhares na direção dele... E isso também era o mesmo para Basara. Basara também estava, em algum nível, preocupado com Yuki.
Eu me pergunto por que é assim...
Porque, quando ela observava esses dois, um tipo de sofrimento surgia em seu peito. Era doloroso. Mio imediatamente desviou seu olhar em direção a mesa.
"Naruse-san ~ vamos almoçar." 
"Se não nos apressarmos, todos os assentos serão ocupados."
De repente, vozes alegres a chamaram.
"... Sim, eu estou indo."
Aproveitando-se disso, Mio interrompeu seus pensamentos e lentamente se levantou da cadeira.
No final, as aulas acabaram e a maldição não foi ativada nenhuma vez durante esse período.
Enquanto Mio suspirava em alívio, Basara se aproximou após ter pego sua bolsa.
"Okay, vamos para casa."
"Si-sim..."
Mio murmurou e se levantou. Naquele momento-
"Nonaka e Toujou, vocês têm um minuto?"
 - O professor da classe, Sakasaki, chamou os dois, parando-os. 
"O que foi, Sensei?" 
Basara perguntou após se virar.
"Desculpe, mas gostaria que vocês dois me ajudassem a organizar as tarefas das férias de verão."
Sakasaki respondeu enquanto exibia um sorriso visto.
"Por-por que Basara também? Esse tipo de coisa é responsabilidade da representante da classe, Nonaka... san."
Mio questionou com uma objeção.
"Bem, você está certa mas, devido a transferência de Toujou, ele foi poupado dessa tarefa. Então, ao tê-lo ajudando em alguns trabalhos estranhos, isso servirá como uma compensação para os demais alunos."
Sakasaki respondeu novamente.
"Mhm... se é isso, não há nada que possa ser feito..."
Basara falou enquanto coçava sua cabeça.
"...Então, Mio, você vai esperar até nós terminarmos ou... você irá chamar Maria e ir para casa com ela, huh?"
As palavras de Basara eram razoáveis, mas... a segunda opção, de alguma forma, causou a Mio um sentimento amargo em seu coração. A sensação de inquietude que ela sentiu ao ver Basara e Yuki durante o almoço de repente ressurgiu.
Apesar de tudo, não importa o que eu escolha, isso não mudará o fato de que Basara estará ajudando Yuki.
Se ela ficasse e esperasse até eles terminarem, isso significaria que ela estava se resignando a uma posição secundária de ajuda para Yuki. E ir para casa com Maria daria a impressão que Basara escolheu ajudar Yuki ao invés dela. Ela não queria isso.
"....Mio?"
Quando Basara a chamou enquanto olhava fixamente para ela, Mio voltou seu olhar para ele.
Inicialmente, havia apenas duas opções. Mas se ela propusesse ir para casa sozinha... Em vez de Yuki, Basara escolheria...
….Não! O que eu estou pensando… Isso não é bom. 
Uma ideia desagradável surgiu em sua mente nesse instante. 
Isto é como... se eu não estivesse confiando em Basara. 
No momento em que ela pensou assim-
"Aah ~ ... "
- A maldição do contrato Mestre e Servo foi ativada. 
Auto-aversão devido a ciúmes. Esse foi um dos sentimentos de culpa mais extremos. Sentindo o calor aumentando dentro de seu corpo, Mio não conseguiu mais suportar. Devido a isso, ela estava prestes a entrar em colapso neste momento.
"Não me diga... Whoops!"
Basara, percebendo seu estado, rapidamente apoiou o corpo de Mio. E, ao fazer isso - 
"!"
O corpo de Mio tremeu ao sentir um calafrio e sua respiração se tornou áspera.
"He-hey, Naruse, você está bem...? Você está com anemia ou algo assim?"
"Parece que sim... com licença, eu vou levá-la para a enfermaria."
Basara respondeu a pergunta de Sakasaki no lugar de Mio, então ele a levantou e falou com ela em uma voz que apenas ela podia ouvir.
"... Aguente apenas um pouco."
Depois de sussurrar isso, Basara imediatamente saiu correndo da sala de aula. Ele levou Mio até a enfermaria mas, aparentemente, a enfermeira estava ausente. Não havia assistentes também e todas as camas estavam vazias. O local estava completamente deserto. No entanto, isso foi conveniente para Basara. Ele deitou Mio em uma das três camas.
"…Você está bem?"
Na cama cercada por uma cortina, Mio respondeu apenas balançando a cabeça enquanto parecia ter dificuldade.
Céus...
Algo deve ter ativado a maldição, mas atualmente ela somente poderia aguentar por alguns minutos até o efeito cessar. Entretanto -
"Aah... mm, fuh... mmg..."
Enquanto suportava a sensação extrema excitação, Mio mordeu seus lábios para impedir que seus gemidos escapassem. Suas bochechas estavam vermelhas e suadas. Seus seios, tão grandes que se destacavam mesmo através de suas roupas, estavam subindo e descendo repetidamente.
…Isto é…
Isso não é bom. Se ele continuasse assistindo, ele com certeza acabaria tendo pensamentos indecentes.
"... Err, eu vou sair um pouco. Deve ser embaraçoso para você eu estar aqui nesse momento."
Após dizer isso, ele virou-se de costas para ela com intenção de sair, no entanto...
"... P-por favor... não... me deixe..."
"Não, mas... tudo bem. Eu vou ficar. Então, pare de me olhar assim."
Isso o estava deixando com um sentimento estranho. Ao que parece, a maldição ativou de maneira mais forte do que habitual. Mas -
"Mas, me desculpe... pelo menos, deixe-me ficar de costas para você."
- Se ele continuasse olhando para Mio em seu estado atual, seu raciocínio provavelmente seria varrido.
Sem respondê-lo, Mio agarrou com força a manga do braço esquerdo de Basara. Basara, tomando isso como um sinal de sua aprovação, sentou-se em uma cadeira ao lado da cama, de costas para ela.
Na enfermaria onde os dois estavam sozinhos, apenas os gemidos eróticos de Mio eram ouvidos. Então, depois de algum tempo, a respiração de Mio começou a se acalmar. O efeito da maldição parecia estar desaparecendo.
"... Como você está? Sente-se melhor agora?"
Quando Basara se virou, Mio soltou a manga da camisa dele que ela estava segurando até agora e apoiou as costas de sua mão sobre a testa.
"Hm... eu acho que aliviou... um pouco."
Dizendo isso, ela lentamente endireitou o corpo.
"Ainda assim, como isso aconteceu...?"
Ele se recordou da conversa na sala de aula mais cedo, no entanto, não havia nada nela que faria Mio ter uma consciência culpada em relação a ele. A maldição não deveria ser ativada desde que ela não tivesse pensamentos ruins dele. Mas, se houvesse outras condições para a ativação da maldição...
...Então precisamos pensar em uma contramedida.
Quando Basara estivesse presente como dessa vez, ele poderia apoiá-la, mas se a maldição fosse ativada enquanto Mio estivesse sozinha, ou pior, no meio de uma batalha, Basara e Maria não poderiam ajudá-la, mesmo que estivessem com ela. Contudo, para a pergunta de Basara -
"... Qu-quem sabe. De repente, eu fiquei irritada com você... só isso."
- Mio respondeu desse jeito enquanto desviava o olhar e fazia beicinho.
"O-o qu-…!"
Basara não pode deixar de ficar sem palavras ao ouvir isso. Isso foi natural. Esse era um motivo muito irracional. Sendo esse o caso, não havia dúvidas que a maldição seria ativada fortemente. Basara deixou escapar um suspiro.
"Se isso já passou, você está bem agora, certo...? Então, eu voltarei primeiro."
Como a situação era uma emergência, ele havia abandonado a tarefa que Sakasaki lhe dera.
"Eeh~…?"
A expressão de Mio imediatamente mudou para uma de surpresa. E então-
"…Você está indo?"
- Seus olhos, tremendo de inquietação, se focaram em Basara. Basara coçou a bochecha enquanto deixava escapar um ‘Eeh’ devido a esse olhar inesperado.
"Bem... você sabe, eu não posso deixar Yuki... fazer a tarefa que o professor passou sozinha. Além disso, a maldição aliviou por enquanto, certo? Então..."
"…..Ainda não."
Mio murmurou desolada.
"... Eh? Sério?"
‘Ainda não’... mas ela não havia dito um momento atrás que tinha aliviado? Ah entendo... certamente, a marca ainda está em seu pescoço, embora já tenha passado algum tempo.
"...Ei, Basara. Eu estou... tendo um momento difícil."
Ela puxou a manga dele novamente para transmitir suas intenções.
"Bem... se você diz…"
Basara respondeu de forma evasiva enquanto inadvertidamente ficava vermelho. Afinal, ele sabia o que Mio queria dizer.
– Verdade seja dita, só havia uma maneira de anular a maldição de uma só vez.
A maldição do Contrato Mestre e Servo é ativada pela traição mental do servo a seu mestre. Nesse caso, se ela fosse forçada a se lembrar de sua lealdade em relação ao seu mestre – se ela fosse subjugada por seu mestre, a maldição seria suspensa. 
Em outras palavras, ele teria que fazer o mesmo que havia feito antes, quando salvou Mio após ela inicialmente rejeitar o contrato.
"Mas... você não quer aquilo de novo, certo? Muito menos na enfermaria da escola ..."
"...Sim. Ma-mas... se você, Basara... Onii-chan quiser, eu estou... bem com isso."
"Eh~?"
Basara não pode deixar de ficar surpreso com essa resposta. Isso não deveria ser algo para ele decidir, já que era Mio quem estava sofrendo. Ele tentou dizer isso a ela, mas Mio o chamou de ‘Onii-chan’ com os olhos marejados. 
Esse era o sinal de que Mio queria que Basara fizesse uma certa coisa. Basara não tinha mais nada a dizer após isso.
Mio inicialmente havia pensado que ela desviaria seu olhar dele. De fato, suas bochechas estavam totalmente vermelhas. Ela estava envergonhada.
Ela sabia claramente o que havia dito. No entanto, apesar disso, Mio não desviou seus olhos – completamente embaçados - de Basara. 
Antes que ela notasse, Basara lentamente estendeu sua mão em direção a ela. Quando ele tocou suavemente sua bochecha -
"…..Mmm."
- Um arrepio percorreu todo o corpo de Mio e ela fechou seus olhos. Então, ela aproximou sua bochecha para apoiá-la na palma da mão de Basara. 
Enquanto ele sentia o calor de Mio através da palma de sua mão, ela suavemente abriu os olhos. Mesmo sem palavras, seus olhos transmitiam claramente sua intenção. Portanto, ele teve que tomar sua decisão.
"…Okay."
Basara apenas disse isso e depois afrouxou a fita no uniforme de Mio.
"Aah~..."
A voz de Mio continha um pouco de felicidade dentro de todo o seu constrangimento.
"... Eu vou fazê-la relaxar imediatamente."
Dizendo isso, Basara estendeu sua mão para o corpo dela. 
- No mesmo momento em que as pontas dos dedos de Basara a tocaram - a porta da enfermaria de repente se abriu.
""!?"" 
Saltando rapidamente para trás, Basara e Mio se afastaram.
"Hm? O que vocês estão fazendo?"
Uma mulher com uma túnica branca olhou para eles da entrada. E então, ela finalmente notou o estado de Mio.
"Oh, Naruse... anêmica de novo?"
"Si-sim, Hasegawa-sensei..." 
Enquanto cobria seu peito às pressas, Mio assentiu em resposta enquanto a mulher se aproximava. Aparentemente, ela era a enfermeira. Ele conhecia a enfermaria, mas como nunca a frequentou, esse era seu primeiro encontro com ela. Ainda assim -
Que mulher linda...
Belos recursos  , uma boa figura e uma aura agradável. Uma beleza deslumbrante em todos os aspectos. Seus seios, que eram ainda maiores do que os de Mio combinado com sua voz sexy - porém de tom forte, enfatizava seu charme feminino sedutor. Sua aparência ao andar com a túnica tremulando parecia bastante esplêndida também.
"... Seu acompanhante? Embora ele não seja um ajudante de primeiros socorros."
Ao dizer isso, o olhar impiedoso da enfermeira chamada Hasegawa perfurou Basara.
"Não, eu sou..." 
"Sensei, ele é ..."
Imediatamente, Basara e Mio ergueram suas vozes em harmonia.
"Eu sei. Toujou, certo? Você se transferiu para cá recentemente."
"Você me conhece?"
Hasegawa acenou com um ‘Sim’ para Basara, que estava surpreso, e depois apontou com o queixo na direção de Mio.
"Ela e Nonaka da sua classe são bastante populares entre os garotos... então, eu ouvi alguns rumores sobre você. Qual é a sensação de se tornar inimigo de todos os garotos em seu primeiro dia, Lady Killer-san?" 
"Eu sabia, esses rumores estavam se espalhando..."
Desse jeito, levará algum tempo para fazer outros amigos além de Takigawa. 
Nesse instante, Hasegawa riu.
"Tenha cuidado. Intencionalmente ou não, quando você se destaca mais do que os outros, é natural você se tornar um alvo. E não será necessariamente de afeto. As pessoas não gostam daqueles que são muito diferentes ou possuem aquilo que lhes falta. Entretanto, diferente da aversão derivada de semelhanças fisiológicas, sentimentos instintivos como ciúmes ou medo possuem amplitudes. Por um lado, eles são simples, mas se tornam problemáticos quando distorcidos."
"….Certo."
Nas palavras de Hasegawa, Basara assentiu com um tom deprimido. Basara entendeu dolorosamente o que ela queria dizer devido a suas experiências passadas. E agora, essas palavras também se aplicavam a Mio - porque ela estava sendo perseguida pelo atual Senhor dos Demônios devido ao poder do antigo Senhor dos Demônios que ela herdou de seu pai.
"... O que eu deveria fazer quando fizer inimigos indesejados?"
Quando ele perguntou isso enquanto expressava um sorriso amargo, Hasegawa imediatamente respondeu ‘Fácil’.
"Se você fez inimigos, você só precisa fazer ainda mais aliados. Com isso, você terá a capacidade de vencê-los e assim a outra parte, evidentemente, evitará entrar em conflito com você."
"Bem... mas todos os garotos da escola parecem ser meus inimigos."
"A 'quantidade' não é importante quando se trata de inimigos ou aliados. A 'qualidade' sim."
"Bem, isso pode ser verdade..."
Atualmente, o único que conversava com Basara era Takigawa. Não importa o quão boa suas qualidades eram, certamente não poderiam cobrir a enorme diferença dos números.
...Bem, eu não ligo afinal.
O verdadeiro problema era a situação envolvendo Mio. Yuki também o alertou sobre isso, mas era difícil para eles se oporem à facção atual do Senhor dos Demônios. Segundo Jin, havia uma chance de Mio não ser perseguida, mas não havia garantia de que isso realmente funcionaria.
Qualidade acima de quantidade. Isso certamente era uma verdade mas, às vezes, isso não passava de um mero consolo.
No momento, o inimigo se absteve de fazer algo chamativo para impedir que a Tribo dos Heróis interferisse, então eles conseguiram administrar uma resistência por enquanto. No entanto, se o inimigo avançasse à força sem pensar nas consequências, eles não tinham chances de vencer. Mesmo que ele decidisse protegê-la.... a todo custo.
"....Não entenda mal o significado de 'qualidade'."
Uma voz que viu através de suas dúvidas soou. Quando ele levantou a cabeça-
"Você não entendeu? Estou dizendo que você não deve comparar as disparidades entre 'quantidade' e 'qualidade'."
Após dizer isso, Hasegawa exibiu um sorriso. Mas então, de repente, o sistema de transmissão da escola soou.
"Hasegawa-sensei, por favor, venha para a sala dos professores imediatamente. Repito...."
"…Oh, certo."
Hasegawa falou com um tom cansado e então se dirigiu até sua própria mesa na parede oposta a das camas. Lá, ela pegou alguns documentos dentro da gaveta.
"Desculpe, eu tenho que participar de uma reunião por enquanto. Naruse, eu não posso cuidar de você, mas se você quiser, pode descansar um pouco mais aqui.... além disso, Toujou."
Após dizer isso, ela jogou algo prateado para Basara, que imediatamente pegou.
"Essa é a chave da enfermaria. Eu estarei informando aos professores sobre isso, então tranque a porta e devolva a chave mais tarde."
Depois de dizer isso, Hasegawa começou a se retirar da sala de uma maneira tão imponente quanto chegara. Contudo, ela de repente parou na porta ‘Ah, eu esqueci...’.
"Você pode não saber disso, já que você se transferiu para cá recentemente, então deixe-me te dizer: Eu odeio idiotas, Toujou. Eu não ligo se você não pode estudar, mas eu não gosto de lidar com idiotas. Você está nessa idade, então eu não direi para você não estragar tudo, mas lembre-se que isso é um leito de enfermaria. Pelo menos façam isso em algum lugar onde os professores não os vejam. Há vários locais por aí, como atrás do prédio da escola ou da despensa da academia."
""O qu...!""
Basara e Mio pensaram que tinham disfarçado muito bem, no entanto, eles foram completamente expostos. Ambos não puderam deixar de ficarem corados.
"Professores não são deuses. Há coisas que podemos fazer, e coisas que não podemos. Contudo, enquanto você, um dos nossos alunos, pelo menos cumprir as regras da escola, então eu irei protegê-lo devidamente. Eu sei que você quer ter uma juventude alegre, mas... não faça nada que nos faça virar contra você."
Dizendo isso, Hasegawa saiu da sala de vez.
"......"
"......"
Basara e Mio permaneceram atônitos por um tempo, então o celular de Basara tocou de repente. O nome exibido na tela era ‘Takigawa’. E então, quando ele pressionou o botão para atender chamada -
"Yo Basacchi, você ainda na enfermaria?"
- Ele ouviu uma voz alegre através do telefone perto de sua orelha. Quando Basara respondeu com um "Sim" -
"Sério? A transmissão chamou pela Hasegawa, mas vocês estão bem?"
"Sem problemas. Ela nos emprestou a chave."
"Entendo. Bom então... Ah, não se preocupe com o pedido de Sakasaki. Nonaka e eu faremos isso."
"Espere, esse é o meu- "
Basara começou a argumentar quando de repente notou Mio o encarando.
"...."
E então, ele a viu desviar seu olhar enquanto tinha uma expressão de que havia desistido de algo. Ao ver isso, Basara virou suas costas para Mio e -
"... Não, isso não importa. Desculpe-me, mas posso pedir para você fazer isso?"
"...Eh?"
Enquanto ouvia uma voz cheia de surpresa atrás dele, Basara continuou sua conversa com Takigawa por telefone.
"Obrigado... eu vou tratá-lo com o que você quiser da próxima vez."
Para a resposta positiva,
"Obrigado novamente. Diga a Yuki e ao professor minhas desculpas também... Sim, obrigado."
Finalizando com isso, Basara desligou a chamada.
"…Você tem certeza?"
Mio falou com uma voz que ela ainda não podia acreditar, enquanto Basara se virou com "O que mais eu posso fazer?".
"Você disse que ainda está sofrendo. Apesar de não podermos continuar de onde paramos mais cedo, eu não posso deixar você sozinha neste momento também. Então, eu vou ficar aqui com você até que você esteja melhor."
"…Sério?"
Mio perguntou preocupada.
"Sim. A enfermeira nos emprestou a chave, então aproveite a chance para descansar."
Além de sempre estar atenta com um ataque inimigo, ela também precisava se concentrar em não deixar a maldição ativar aqui na escola. O estresse devido a isso deve ter se acumulado. Portanto, os efeitos da maldição se tornaram mais fortes também.
"Aqui, deite-se... eu irei ligar para Maria e avisar a ela que voltaremos para casa um pouco mais tarde."
"O-okay..."
Obedecendo às suas palavras, Mio deitou-se na cama. 
Enquanto puxava o cobertor sobre ela -
"Eu vou ficar ao seu lado, então não fique mais irritada sem nenhuma razão."
"E-eu já entendi!"
- Basara disse isso a ela, fazendo com que Mio corasse e puxasse o cobertor sobre seu rosto.

Parte 9
A atmosfera na enfermaria era única. Esse era um dos ambientes mais ameno, agradável e confortável na escola. Ao lado de Mio que dormia na cama, Basara acabou cochilando em algum momento também.
"….Mm."
Quando Basara acordou de repente, o sol já havia se posto e era noite. Ao verificar a hora -
"8 horas... eu dormi um bocado."
Ele disse enquanto coçava a bochecha. No entanto, após olhar para o lado, ele viu que Mio ainda estava dormindo profundamente na cama.
... Um pouco mais não deve ser um problema.
Hasegawa havia dito que informaria aos professores sobre eles. Como nenhum professor veio procurá-los até agora, não deveria ser um problema eles ainda permanecerem nas dependências da escola.
Assim, Basara silenciosamente deixou a enfermaria para não acordar Mio. Então, ele pegou o celular e ligou para Maria, avisando-a de que eles voltariam tarde para casa. Entretanto -
"...Eu entendo. Então, eu irei buscá-los daqui a pouco."
- Ela viria buscá-los em uma hora.
"Agora, então…"
Basara torceu o pescoço que estava rígido devido ao sono e depois começou a caminhar lentamente pelo corredor.
O prédio da escola em uma noite de verão - em meio à uma atmosfera apática, Basara se dirigiu para a cantina da escola. O corpo de um ser humano consome água mesmo quando dorme. Especialmente nesta estação, era fácil obter uma insolação ou ficar desidratado. Basara estava com sede, então ele decidiu comprar algumas bebidas - inclusive algumas para Mio quando ela acordasse.
Quando ele chegou à cantina, ela já estava fechada há muito tempo. Desnecessário dizer que não havia ninguém por perto. Contudo, as luzes ainda estavam acesas. As luzes das máquinas de venda automática no canto iluminavam fracamente a cantina escura.
"Isso deve servir…"
Elas devem ter sido instaladas para os professores que ficam na escola até tarde da noite. Basara comprou duas bebidas energéticas nas máquinas de venda que estavam operando. Entretanto, no momento, ele tentou tomar a sua parte -
"Oh? É você, Basacchi?"
- Seu apelido foi repentinamente chamado em sua costa. Havia apenas uma pessoa que chamava Basara assim. Então...
"Takigawa... você ainda está aqui?"
Quando Basara se virou, Takigawa entrou na loja dizendo ‘Digo o mesmo para você’.
"Eu estava fazendo a tarefa do Sakasaki. Nós terminamos agora a pouco."
"Vocês demoraram até agora?"
Se isso era verdade, ele o ocupou por mais de quatro horas - embora Sakasaki tenha dito que eles terminariam antes que escurecesse com duas pessoas.
"Não, o trabalho em si foi feito bem rápido. Afinal, Nonaka trabalhou sem dizer uma única palavra. O silêncio era tão constrangedor que até me arrependi um pouco de ter oferecido ajuda." Takigawa respondeu. "Mas após terminarmos o trabalho, Sakasaki disse que nos trataria com alguma comida, então nós pedimos sem reserva, mas a quantidade era inesperadamente demais. Você realmente não pode subestimar a Rai Rai Ken . Então, tirei uma soneca de digestão."
Então foi assim. Basara deixou escapar um sorriso irônico.
"Desculpe, Takigawa. Você realmente me ajudou nessa."
"Sem problemas... falando nisso, Naruse está bem depois de tudo?"
"Bem, mais ou menos... ela ainda está dormindo na enfermaria, mas está completamente calma neste momento."
"Fico feliz em ouvir isso. Realmente me surpreendeu quando ela de repente entrou em colapso. Mas... ela parecia estar um pouco envergonhada, já que suas bochechas estavam coradas."
"Aah~..." 
Basara disfarçou vagamente.
Seu rosto vermelho era devido ao efeito afrodisíaco, contudo, ela realmente estava envergonhada. Apesar disso, ele não podia simplesmente contar a Takigawa sobre isso.
"De qualquer forma, obrigado. Como prometido, eu vou tratar você na próxima vez... Rai Rai Ken está bom?"
"Ugh... qualquer coisa menos isso."
Takigawa respondeu com uma careta.
".... Falando nisso Basacchi, você viu Nonaka?"
"Yuki...? Não, eu não a vi."
Takigawa havia permanecido na escola até agora porque ele tinha comido demais. No entanto, Yuki não faria algo assim. Portanto, ele tinha certeza de que ela já havia voltado para casa, mas -
"Huh? Estranho... ela havia ido verificar vocês."
"Sério?"
Pelo menos enquanto Basara estava na enfermaria, Yuki não tinha aparecido... provavelmente.
Havia a possibilidade de ela ter saído sem chamá-los por consideração a eles dormindo, mas.... não, mesmo durante o sono, Basara não era alguém tão insensível que continuaria a dormir profundamente quando alguém entrasse na sala. Sendo assim, eles se desencontraram no caminho então?
Mas, se esse for o caso, ele teve a sensação de que não era uma boa ideia deixar as duas - Mio e Yuki - sozinhas neste momento.
"Desculpe, Takigawa. Eu tenho que voltar..."
Após dizer isso, ele começou a andar. E então, de repente – sua visão foi completamente obstruída pela escuridão da noite e ele não conseguia ver mais nada. Mesmo a iluminação proveniente das máquinas de venda automática desapareceu repentinamente.
"Wow?! O que, um apagão?"
Parado ao lado de Takigawa, que falou com uma voz confusa, Basara tinha uma expressão obscura. 
Não me diga que... 
Seu pressentimento se tornou realidade. A fraca luz de emergência mostrava a Basara cinco sombras emergindo da escuridão. Entre elas, havia uma silhueta claramente não humana.
Um diabo.
"....."
E pensar que o inimigo atacaria dentro da escola, um lugar que poderia facilmente se transformar em um escândalo. Além disso...
"Oo-o que são essas..."

Basara ouviu a voz atônita de Takigawa. 
Sim... o inimigo havia se exposto a Takigawa, um humano normal. 
No entanto, Basara entrou em pânico por um motivo diferente disso. O fato de o inimigo ter feito um movimento ousado como esse significava que a situação atual era favorável a eles. Afinal, Mio estava dormindo sozinha na enfermaria neste momento.
...E agora!?
Não havia dúvidas que o inimigo estava atrás de Mio. Os inimigos na frente dele vieram apenas para retardá-lo. Eles se mostrando na frente de Takigawa significava apenas que eles teriam que matá-lo mais tarde. Ao contrário da facção moderada, os demônios medianos consideravam os humanos como nada mais que lixo vivo.
- Claro, um humano normal não podia ver a espada mágica de Basara, Brynhildr. Mesmo se ele a materializasse agora, Takigawa não notaria. Mas, mesmo que ele derrotasse os inimigos aqui, Takigawa testemunharia o momento em que as ‘sombras’ desapareciam. Isso o arrastaria para as circunstâncias deles. E Takigawa certamente perguntaria ‘O que foi isso?’ a Basara. 
Ele poderia pedir para Maria apagar suas memórias mais tarde. No entanto, ainda levaria algum tempo até que ela estivesse aqui. Neste momento, ele tinha que correr o mais rápido possível até Mio, mas era perigoso demais deixar Takigawa sozinho em seu estado atual de confusão. Ele acreditava que o inimigo não faria nada assertivo contra Takigawa para evitar que as coisas saíssem do controle, mas nesse campo de batalha frenético se desenrolando, um acontecimento imprevisto não poderia ser descartado.
…Então, o que devo fazer?
A respostar para isso surgiu instantaneamente na mente de Basara. E então-
"...Desculpe, Takigawa." 
"Eh…?"
Takigawa deixou escapar uma voz confusa antes de Basara repentinamente acertar o cotovelo dele em seu torso.
Um golpe em um ponto vital. Esse era um método violento, mas o menos perigoso e o mais rápido. Takigawa gemeu um curto ‘Ugh’ e depois perdeu a consciência. Quando Basara colocou seu corpo no chão -
"...."
- Nesse momento, as cinco sombras lançaram seu ataque contra Basara. 
No entanto, Toujou Basara não entrou em pânico. Ele imediatamente materializou Brynhildr e então lançou um corte vertical, cortando a principal ‘sombra’ humana pela metade.
"Desculpe, mas eu não cairei nessa brincadeira enquanto você compra tempo - eu vou forçar o meu caminho diretamente."
Então, enquanto dizia isso, ele avançava adiante rapidamente.


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