Shinmai Maou no Testament | Vol 1 - Epilogo

VOL 1 - EPILOGO

Depois da batalha à meia-noite no parque - Toujou Basara ficou confinado na cama por um tempo. Afinal, ele tinha exagerado. Apesar de seu ferimento sofrido no telhado ainda não ter sido curado, ele ainda foi gravemente ferido ao ter seu estômago perfurado.
Ainda assim, ele conseguiu evitar ir ao hospital graças à Yuki, que lhe deu um medicamento especial de recuperação da Tribo dos Heróis.
Foi dito à escola que ele estava com um resfriado de verão. Isso também foi aplicado à Mio, para que ela pudesse se ausentar e cuidar de Basara.
Cinco dias se passaram desde o incidente, e Basara finalmente se recuperou e pôde ir à escola novamente.

- Nesse momento, Basara estava subindo lentamente as escadas da escola em direção ao telhado.
A hora atual era o meio do quarto período - em outras palavras, ele estava matando aula. Havia a possibilidade de alguém apanhá-lo e, acima de tudo, Mio também retornou à escola hoje. Em primeiro lugar, ele não deveria tirar os olhos dela, mas -
"Bem, isso não deve ser um problema..."
Após a batalha no parque, o inimigo não atacou novamente. Primeiro Basara e, em seguida, Mio e Yuki foram feridas, sendo necessários alguns dias para se recuperarem. Essa deveria ter sido uma oportunidade perfeita para o inimigo atacar e, apesar disso, nada aconteceu. Então, aparentemente, a situação havia se resolvido por enquanto.
...‘Aquele’ poder de Mio ainda está adormecido.
Quando Mio ficou agitada ao ver Basara quase morrendo, o poder que ela herdou de Wilbert acabou despertando e ficando fora de controle. No entanto, esse não foi despertar completo. Após aquilo, ela tentou usar à magia da gravidade inúmeras vezes, mas nunca funcionou. No final, ela voltou a ser como era antes.

- Naquela época, Basara conseguiu completar o e apagou completamente o poder que havia ficado descontrolado. Talvez aquilo também tenha apagado o poder que herdei junto - Mio especulou.
Os sentimentos de Mio em relação a vingança de seus pais ainda permaneciam, entretanto, o motivo para o atual Senhor dos Demônios persegui-la desapareceu. Da mesma forma, a necessidade da Tribo dos Heróis estar cautelosa e fazer com que Yuki a observasse também se foi. A situação estava se desenvolvendo em uma direção favorável. Contudo,
....Receio que seja bom demais para ser verdade.
Na melhor das hipóteses, o de Basara apagou apenas o fluxo violento de energia que estava escapando de Mio. Provavelmente, se ele tivesse tentado apagar o poder contido dentro dela, ela também seria apagada junto. E isso por si só é algo que ele absolutamente não deseja fazer. Sendo assim, Basara apostou na possibilidade mais difícil, mas ideal.
Portanto, nem tudo havia sido resolvido, mas estava pacífico por enquanto.
Atualmente, ele deveria estar feliz por isso.

- Depois de subir totalmente a escada, Basara chegou ao telhado. A primeira coisa que surgiu em sua visão foi um azul claro. O azul de um lindo céu. Um céu azul transparente que só podia ser testemunhado no verão. A luz do Sol brilhava, mas a temperatura não era desagradável. Ocasionalmente, uma brisa fresca e refrescante soprava, roçando suavemente pelo corpo.
Basara notou que havia mais alguém ali, próximo a beirada do telhado. Era um garoto que, assim como Basara, estava olhando para o céu azul com os dois braços em cima da mureta de proteção - era Takigawa.
Quando Takigawa o notou,
"Hey, Basacchi. Você acabou de voltar à escola e já está matando aula?"
Ele falou com uma voz provocadora. Enquanto exibia um sorriso irônico, Basara se aproximou dele.
"Você não é alguém que pode dizer isso. Você já estava matando aula mesmo antes de mim, afinal."
"Superou seu resfriado? Acho que você deve ter pego da Naruse naquele dia, não?"
"Bem, é uma possibilidade... enfim, você estava bem?"
"...Hm? Ah, você quer dizer daquela época na cantina da escola?"
Certo, Takigawa ainda se lembra disso.
"Isso foi demais, Basacchi. De repente golpeando o meu plexo solar com o cotovelo e depois me deixando para trás assim.... você sabe o quão miserável eu me senti quando acordei sozinho?"
"Meu mal... contudo, eu não estava falando sobre isso." Com um sorriso irônico, Basara continuou. "No parque, eu fiz um belo de um estrago em você.... estou impressionado que você não morreu."
Neste momento, uma atmosfera silenciosa e congelante, apesar de estar no meio do verão, surgiu no telhado.
"....Do que você está falando?"
"Você quer se fazer de bobo? Tudo bem, mas não se arrependa depois."
Basara inclinou-se em direção a Takigawa, que, apesar disso, não alterou sua expressão.
"Hey, Basacchi..."
Em resposta a confusão de Takigawa, Basara o encarou e balançou seu braço na velocidade divina. Se ele estivesse segurando uma espada agora, esse teria sido um corte lateral.
De fato... Brynhildr não estava em suas mãos. Entretanto-
"...."
- No instante seguinte, Takigawa já estava longe. Isso não era algo possível para um humano comum. A expressão de Takigawa tornou-se vazia, ao mesmo tempo, Basara deixou escapar uma risada repentina.
"Não se culpe, Takigawa, isso foi uma reação natural. Depois que você não morreu devido aos meus ataques contínuos, você provavelmente deve ter visto como eu apaguei o poder de Mio... Qualquer um escolheria se esquivar quando eu liberasse minha intenção de matar ao invés de apenas ficar para se mostrar."
Nas palavras de Basara, Takigawa permaneceu momentaneamente em silêncio. Entretanto, após um breve momento, ele soltou um longo suspiro e, em um gesto de resignação, ele começou a coçar à cabeça.
"Aww, e eu aqui pensando que o tinha enganado." Depois de dizer isso, Takigawa se aproximou de Basara. "....Quando você notou?"
"Depois que tudo acabou. Graças a você, eu tive que ficar de cama... enquanto estava acamado e coberto de bandagens, eu tive bastante tempo para pensar em muitas coisas."
Basara encolheu os ombros enquanto dizia isso e prosseguiu.
"Eu consegui algumas pistas depois que derrotei aquela pessoa de máscara branca - ou seja, você - no parque. Quando eu havia tentado me aproximar de Mio, o seu subordinado, ‘Sombra’, perfurou meu estômago com uma pequena espada... Mas ai veio esse evento estranho. Aquilo   ainda tentou continuar lutando mesmo que seu superior tivesse sido derrotado."
Afinal -
"Vocês receberam ordens para recuperar o poder de Wilbert contido em Mio devido a servirem ao atual Senhor dos Demônios. Normalmente, naquela situação, alguém bateria em retirada e relataria a situação."
"E a possibilidade de temer o castigo por ter falhado na missão e tentar pelo menos salvar o rosto?"
"Claro, isso também é uma possível, mas existe mais uma." Basara respondeu às palavras de Takigawa. "Que a 'Sombra' não era um subordinado da pessoa de máscara branca, mas era um fantoche criado por magia."
- Isso explicaria por que a ‘Sombra’ permaneceu lá. A ‘Sombra’ não era muito poderosa. Aparentemente, ela era um fantoche do tipo que podia apenas executar comandos simples. Provavelmente, a ‘Sombra’ apenas seguiu a ordem de Takigawa e atacou Basara.
"...Mas, ao considerar que a 'Sombra' é um fantoche criado por magia, isso traz novas perguntas. Você ficou surpreso com as ‘Sombras’ que apareceram na cantina da escola durante o apagão daquela noite. Mas... sabe, apesar dos demônios poderem revelar intencionalmente suas aparências, fantoches criados por magia não devem ser visíveis para humanos comuns."
"Entendo. Mas você normalmente não pensaria que as 'Sombras' eram fantoches mágicos, certo?"
"Mas valeu a pena testar isso. Se você fosse um humano normal, não teria reagido à minha intenção de matar. Um método seguro para obter a confirmação, não é?"
"Apesar disso, sua argumentação soava como se você já tivesse certeza disso..."
Na a resposta "Mais ou menos." de Basara, Takigawa ainda não estava convencido.
"...Você se lembra de ter me dito na cantina da escola naquela noite que Mio parecia corada e embaraçada quando ela desmaiou?"
Aquilo era um fato, já que, devido a maldição do Contrato de Mestre e Servo ter sido ativada, ela estava recebendo estímulos de prazer. Sendo assim, Basara, naturalmente, não questionou as palavras de Takigawa naquela época.
"Mas quando eu pensei bem sobre isso, foi estranho. É verdade que Mio é rigorosa comigo e pode acabar ficando embaraçada com isso, mas ultimamente ela estava indo a enfermaria sob o pretexto de estar com problemas de saúde. Sendo assim, ao vê-la com o rosto vermelho, você normalmente pensaria primeiro que ela está com febre."
"...Então essa é a razão."
Takigawa ‘Oopss’ cobriu o rosto com a mão.  
"Eu acabei estragando tudo huh... após ver suas reações estranhas inúmeras vezes, eu finalmente entendi que aquela succubus dela estava envolvida. Por causa disso, ficou mais difícil para mim segurar minha risada do que fingir ignorância. Eu tentei agir naturalmente, mas... pensar que isso me levou a cometer um deslize em minhas palavras."
Lá, um sorriso irônico e desapontado podia ser visto. Então,
"--- Então? E agora, Basacchi?" Mudando para um sorriso macabro, Takigawa perguntou. "Eu realmente não me importo se você quiser continuar o que começamos no parque."
Com isso, a atmosfera ao redor de Basara e Takigawa voltou a ficar tensa novamente. Era como se o telhado, até então pacífico, tivesse se transformado repentinamente em um campo de batalha.
Por um tempo eles se encararam em silêncio. Basara foi o primeiro a quebrar isso. Relaxando os ombros, ele riu.
"...Hoje não. Como estou agora, não tenho chance contra você sozinho. Além disso... em vez de lutar, eu gostaria de negociar com você."
"Negociar...?"
Takigawa perguntou intrigado, no qual Basara assentiu com "Sim".
"Eu acredito que você foi despachado pela facção do atual Senhor dos Demônios para observar Mio. Além disso, tenho certeza de que você também recebeu ordens para estimular o despertar dos poderes de Wilbert se possível, entretanto, o único motivo para você se esforçar para fingir ser um humano e frequentar a mesma escola que Mio era para que você a observasse."
Takigawa permaneceu em silêncio. Tomando isso como uma afirmação, Basara continuou.
"O motivo pelo qual você adotou um método assertivo desta vez é porque Mio ganhou uma nova família para protegê-la – ou seja, eu. Os poderes mágicos de Mio foram desencadeados pela morte de seus pais adotivos. Você planejou que o poder de Wilbert fosse despertado através do choque de me ver na mesma situação. Eu era a pessoa perfeita para isso. Como você queria terminar rapidamente sua missão, então você se aproximou de mim, certo?"
"...Bem, uma parte. Mas é verdade que eu não aguentava ver você sozinho. Afinal, eu também estava deslocado ao frequentar uma escola humana desconhecida. Ver você sendo excluído no seu primeiro dia fez com que eu me lembrasse daqueles dias amargos."
"Sério?"
Surpreendentemente, seu isolamento foi tão grande que até o inimigo simpatizou com ele.
De repente, Basara exibiu um sorriso discreto. Isso porque a intenção de matar vinda de Takigawa diante dele desapareceu. Ele deve ter se interessado pelo que Basara estava dizendo. Portanto,
“De qualquer maneira, você se apressou e estragou tudo. O atual Senhor dos Demônios, que deseja pôr suas mãos no poder de Wilbert, apenas ordenou que você a observasse, porque existe a possibilidade de que o poder desapareça junto com Mio se você descuidadamente a matasse. Entretanto, agora você foi expôs seu status como observador. Você até falhou mesmo usando um método violento. Isso não é ruim de várias maneiras para você?"
"Eu me pergunto... acho que não vai se tornar um problema se eu selar sua boca matando você."
"Mesmo se você me matar, você não pode se dar o luxo de matar Mio. Você não seria capaz de encobrir isso. Takigawa, você está com problemas. E é por isso que você estava sozinho aqui lamentando-se."
Takigawa ficou atônito e sem palavras no palpite de Basara.
Essa é uma boa chance.
Então, Basara iniciou as ‘negociações’ que havia mencionado anteriormente.
"Sendo assim, se você disser que, a partir de agora, você irá retornar a sua tarefa original de observador, eu não me importarei em dar uma mão a você. Manterei em segredo da facção do atual Senhor dos Demônios que sua verdadeira identidade foi exposta."
Na proposta de Basara, Takigawa franziu a testa.
"...E o que você ganharia com isso?"
"Devido ao seu fracasso, eles certamente enviarão outra pessoa. Alguém problemático que será mais forte que você para evitar cometer o mesmo erro. Eles podem até mesmo desistir de apenas observá-la e partir para uma abordagem violenta."
Porém,
"Foi necessária toda a nossa força atual para enfrentar você, então não temos chance contra um cara assim. Mesmo se conseguirmos lidar com ele, apenas alguém ainda mais forte aparecerá em seguida. Na pior das hipóteses, eles nos pressionarão com números. Então, nós realmente não teremos chance de ganhar. Portanto, é muito melhor para nós que você continue observando como se nada tivesse acontecido por mais algum tempo."
E,
"Com isso, ninguém saberá sobre o seu erro também. Não é um mau negócio, certo?"
Juntando as mãos com seu inimigo - Takigawa.
Essa foi a ideia que ele chegou a partir dos conselhos que recebeu da enfermeira Hasegawa Chisato.
Ela havida dito: “Se você fez inimigos, você só precisa fazer ainda mais aliados.” e “A 'quantidade' não é importante quando se trata de inimigos ou aliados. A 'qualidade' sim. ...você não deve comparar as disparidades entre 'quantidade' e 'qualidade'.”
Isso deve ter significado que você não deveria tratar um inimigo como inimigo para sempre, mas que deveria fazer um esforço para transformar o inimigo atual em um aliado quando for necessário ganhar novos aliados. Mesmo que ele estivesse isolado na classe agora, não havia motivos para ele se resignar. E o mesmo também poderia ser aplicado à situação atual em torno de Mio. Porque Yuki, atualmente um Herói, ajudou Mio no parque.
Inimigos e aliados podem mudar dependendo da situação. Sendo assim, o que Basara e companhia precisavam era determinação para juntar as mãos com Takigawa para poder perseverarem. Então,
"... Entendo. Claro, seu negócio não é ruim."
Após alguns momentos, Takigawa murmurou para si mesmo a respeito da proposta de Basara.
"Mas você está se esquecendo de uma coisa... somos inimigos. Não seria estranho para um de nós subitamente trair o outro quando a situação mudar. Como você planeja dar as mãos sem nenhuma confiança?"
"Eu não acho que precisamos nos preocupar com isso..."
A situação não deixava muito espaço, mas ele também era exigente com seus aliados. Para começar, ele não teria iniciado essa negociação se achasse que seria impossível.
Para as palavras de Takigawa, Basara coçou à bochecha.
"Porque somos amigos... isso não é o suficiente?"
"E porque você acha isso?"
"Porque eu ainda estou vivo."

"O que você tentou fazer foi basicamente uma terapia de choque.” Basara declarou para Takigawa. “Sendo assim, escolher um método que causasse o maior impacto possível em Mio seria o mais eficaz. Entretanto, você não me matou... não apenas isso, a 'Sombra' que perfurou meu torso evitou meus pontos vitais da melhor maneira possível com aquela espada curta. Foi quase como aplicar uma agulha em um sessão de acupuntura. Precisamente por causa disso, eu fui capaz salvar de Mio e ser salvo mesmo tendo recebido o tratamento bem depois."
"Bem, isso apenas significa que você teve sorte."
"Não. Como você disse, nós deveríamos lutar até a morte. Desculpe, mas eu não sou tão ingênuo para considerar isso como pura sorte depois de ser salvo de uma situação dessas. Além disso–” Basara prosseguiu "- O ponto principal do seu plano deveria ter sido aumentar à confiança de Mio em mim. Porque assim o choque de me ver entrando em colapso seria enorme. Contudo, se esse era o caso, havia um grande obstáculo."
"Hee... qual?"
"Maria. Agora que Mio perdeu seus pais adotivos, Maria, que permaneceu ao seu lado, é a pessoa em quem ela mais confia. Ela sempre está perto de Mio, mais até do que eu."
Portanto,
"A melhor maneira teria sido você livrar-se de Maria primeiro e então, apenas depois de você levar a mente de Mio ao limite, matar eu - seu último apoio mental. Recentemente, Maria esteve patrulhando à cidade sozinha, caçando demônios andarilhos de classe baixa. E você, sendo mais forte que ela, deveria ter tido chances o suficiente para se livrar dela. Contudo... você não fez isso."
Como se ele estivesse negligenciando Maria. Como se ele estivesse sendo atencioso com Mio. Como se...
...Como se alguém deu a ele uma ordem exatamente oposta a aquela que ele recebeu do atual Senhor dos Demônios.
Dito isto, ele absolutamente não expressaria isso. Esse era apenas um palpite repleto de observações convenientes de Basara. Entretanto, se o palpite de Basara estivesse certo, esse fato deveria ser o segredo de Takigawa Yahiro que nunca deveria ser revelado a outros.
Contudo, se Basara indiretamente lhe dissesse que ele havia percebido essa possibilidade e que ele simpatizava com sua posição, então um voto de confiança certamente poderia ser estabelecido. Um grande o suficiente para eles cooperarem um com o outro.
"É por isso que confio em você, Takigawa. Espero.... espero que isso seja um motivo suficiente para você confiar em mim também."
Após isso Basara parou de falar. Porque ele já havia dito tudo o que queria dizer. Seu trunfo foi jogado na mesa. Agora, ele podia apenas esperar pela resposta de Takigawa.
Takigawa permaneceu em silencio por um longo tempo. Ele estava ponderando sobre algo nesse período. Basara pode ter chamado isso de negociações, mas para Takigawa, isso também era parcialmente uma ameaça.
Ele estava hesitante, o que poderia ser algo positivo.
– Quanto tempo se passou? E então,
"Desculpe, mas sua história não me diz nada, Basacchi..."
"...Eu vejo."
Sem sorte, huh.
"...Mas, esse incidente realmente colocou minha posição em risco." prosseguiu Takigawa após suspirar. "Por enquanto, vou aceitar... sua proposta."
Ele finalmente falou às palavras que Basara queria ouvir com um sorriso irônico. Portanto,
"...Obrigado."
Basara retribuiu também com um sorriso irônico.
Ele não sabia se seu palpite anterior estava certo ou errado. Se admitisse que isso era verdade, Takigawa estaria traindo ao atual Senhor dos Demônios e, ao mesmo tempo, falhando em sua missão secreta. Não havia motivos para Takigawa admitir desnecessariamente isso. Mas por enquanto, pelo menos Takigawa disse que iria cooperar. Esse foi um belo trabalho por hoje.
E então – o sinal indicando o final do quarto período soou, e o intervalo para o almoço começou.
"Agora, então, é melhor eu voltar."
Após dizer isso, Takigawa começou a se dirigir para a porta do telhado. Apenas então,
"Hey, Takigawa."
No final, ainda havia uma coisa que ele absolutamente tinha que perguntar.
Por ordem de Wilbert, duas pessoas foram encarregadas de criar Mio e zelarem pelo seu crescimento e felicidade.
"Você sabe quem matou os pais adotivos de Mio?"
Essa foi a primeira tragédia que aconteceu com Naruse Mio. A origem de sua vingança.
Takigawa não era o culpado. Se ele fosse, Mio já teria percebido.
No entanto, se era Takigawa quem observava Mio, ou mesmo...
"Sim."
Interrompendo seus passos, Takigawa afirmou.
"...O nome dele? Como ele é?"
"Hey, Basacchi, agora somos tecnicamente aliados, certo? Não é justo que apenas um lado obtenha informações."
"Mas...!"
Basara imediatamente tentou pressioná-lo, mas se conteve. Se ele forçar às coisas aqui, a trégua finalmente obtida com Takigawa se romperá.
"...Não, você está certo. Desculpe, esqueça que eu perguntei."
Após dizer isso, Basara desviou os olhos, mas de repente, ele ouviu um suspiro de Takigawa. Então,
"...Zolgear."
Basara ouviu claramente o nome que Takigawa falou.
"Zolgear..."
"É o cara que observava Mio antes de mim... Mas, por enquanto, é melhor se você não souber mais que isso."
Afinal,
"Vamos."
Ao mesmo tempo em que Takigawa disse isso, a porta do telhado foi aberta por dentro. De lá, uma garota sozinha surgiu - Mio.
Logo após cumprimentar Mio, Takigawa saiu do telhado dizendo "Até mais". Por outro lado, Mio se aproximou de Basara.
"Tão idiota... e pensar que vocês estavam matando aula aqui."
"Desculpe. O tempo estava bom demais..."
"Mm... sobre o que você falou com Takigawa?"
"Nada de importante. Sobre como o tempo está bom coisas assim."
Basara não podia mentir para a pergunta de Mio. Apesar disso, ele também não lhe contou tudo. Ele não havia contado à Mio e Maria sobre a verdadeira identidade de Takigawa. Nem para Yuki. Essa aliança é mais conveniente enquanto o inimigo, claro, não sabe sobre ela, mas isso também era válido para Mio e os outros. Dessa forma, Takigawa poderia agir com mais facilidade.
Além disso...
Se ele dissesse à ela, Mio certamente seria contra formar uma aliança
com Takigawa. Foi ele quem a atacou, machucou Basara e a levou a perder o controle de seu poder. Atualmente, para ela, Takigawa não era nada além de um inimigo afiliado a facção do atual Senhor dos Demônios que matou seus pais adotivos. Assim, fazê-la concordar em aliar-se a Takigawa seria muito difícil.
- Então, coube ao Basara o papel de fazer isso.
Toujou Basara decidiu proteger Naruse Mio. Se ele pudesse protegê-la diretamente  como Mio desejava, seria o melhor. Mas, infelizmente, isso se provou ser muito difícil. Sendo esse o caso, ele não podia ser exigente em seus métodos. Porque os inimigos de Mio eram muito mais fortes do que eles acreditavam.
"....O que foi?"
"Não... nada."
Mio olhou intrigada para Basara, que havia se calado de repente, para o qual ele respondeu enquanto balançava à cabeça. E então, ele olhou. Para a garota que ele havia protegido e que também jurou proteger de agora em diante. Além disso, Mio o encarando com uma expressão confusa era bastante fofa. 
Antes que ele percebesse, Basara estava tocando a bochecha de Mio.
"Eh? O que...?"
"Ah, desculpe... foi involuntário."
Enquanto ele estava pensando que conseguiu proteger essa expressão, sua mão inconscientemente se estendeu até ela.
"......"
Após isso, Mio virou-se para a saída em velocidade divina e, quando confirmou que ninguém mais estava vindo,
"Di-diga-me..." Enquanto ela dizia isso, seu rosto ficou levemente  vermelho e seu olhar caiu no chão. "Eu... eu ainda não te agradeci por me salvar, certo?"
"Mh? Sim..."
Era sobre isso? Ele não estava particularmente preocupado com isso.
"En-então... por causa disso..."
De repente, Mio agarrou com força a manga do uniforme de Basara e deu um passo à frente em sua direção, ficando à uma distância onde seus corpos estavam prestes a se tocar.
Tão perto...Huh?
De novo... o que há com essa atmosfera?
Isso também havia acontecido quando ele a levou para a enfermaria devido à ativação da maldição. Quando Mio estava sozinha com ele, às vezes sua atitude mudava. Essa tendência se tornou mais frequente principalmente desde que ele a salvou de seu estado descontrolado. Mesmo quando ela estava cuidando dele em seu quarto, no momento em que Maria saia, ela começava a tomar a iniciativa. Então,
"Ne-neste momento, nós estamos sozinhos..."
Enquanto suas bochechas coravam, Mio lentamente olhou para ele.
"Apenas um pouquinho, mas você pode fazer o que quiser comigo, Onii-chan..."
"....Onii-chan? Você está..."
Mesmo que a marca não estivesse presente em seu pescoço, esse era o sinal de que Mio queria ser subjugada por Basara.
"N-nós poderíamos... até mesmo continuar de onde paramos na enfermaria."
"...Eh?"
Continuar aquilo? Sério? Bem aqui?
"................................"
Não, não, espere. Não fique calado, eu! O que diabos eu estava imaginando agora!
Além disso, não fique calada também, Mio. Além disso, além disso, pare de fazer uma cara tão envergonhada e resoluta. O que você acha que estará fazendo aqui no telhado? 
Apesar disso, devido ao silêncio de ambos, a atmosfera gradualmente foi se tornando mais e mais estranha, levando a um impasse onde algo tinha que ser feito. E então,
"...Mmm."
Por fim, Mio fechou os olhos como se tivesse se resolvido e entrado em uma cena de beijo.
Nesse momento, Basara não conseguia mais afastá-lo. Portanto,
"......"
Tomando sua decisão, Basara lentamente aproximou seu rosto do de Mio.
"....Pare."
De repente, seu braço foi puxado para o lado.
"Eh... Yuki?"
Após um relance, ele percebeu que Yuki estava segurando sua mão. Era desconhecido quando ela tinha chegado ali.
"N-Nonaka? Por que...!?"
"Não posso ser descuidada... pare de seduzir Basara."
"S-seduzir......?"
Nas palavras de Yuki, o rosto de Mio instantaneamente tornou-se completamente vermelho.
"N-ninguém o estava seduzindo! Além disso, primeiro você me salva, e agora você me incomoda. O que você quer afinal!?"
"Nada em particular. Apesar de eu a ter salvado, eu não disse nada sobre dar Basara para você."
Após dizer isso, Yuki se virou para Basara.
"Eu estava procurando por você, Basara... coma isso."
"I-isso é uma lancheira de bento...?"
A expressão de Basara involuntariamente tornou-se alegre ao ver o pacote embrulhado que Yuki estendeu a ele.
"Bons tempos... isso me lembra, você sempre foi boa em cozinhar."
"Eu fiz muitos dos seus acompanhamentos favoritos."
"...Es-espere. Eu ia almoçar com Basara depois também!"
Mio gritou contestando. Vendo isso, Yuki exibiu um sorriso vitorioso.
"...E comerem o que? Ar?"
No momento ela declarou isso.
" - Por favor, deixe comigo, Mio-sama!"
*BAM!* Com um estrondo, a porta de acesso ao telhado se abriu e uma pequena succubus, Maria, avançou diretamente até eles.
"Hey espere, como uma estranha como você chegou aqui!?"
"Uma pergunta tão boba, Basara-san. Isso foi muito fácil com meu charme adulto. Depois que implorei a eles 'Meus irmãos esqueceram seus almoços...’ com olhos lacrimejando, eles me deixaram entrar imediatamente!"
"Isso é simplesmente uma criança chora-"
"Enfim! Nós também temos lancheiras de bento! Vamos lá, Mio-sama... Você não pode perder para essa amiga de infância inexpressiva. Faça aquilo para Basara-san. O ‘Ahh~’." 
Enquanto abria à cesta em suas mãos, Maria instigou Mio. No entanto, diante dos outros, Mio não conseguia ser honesta.
"N-não seja estúpida... por que eu faria isso para alguém como ele!?"
Imediatamente após ela gritar, seu corpo tremeu e ela deixou escapar um "Hau". A maldição do Contrato Mestre e Servo foi ativada devido a sua rebeldia.
"De novo! Você não aprende!?"
"Não há o que fazer. Basara-san, por favor, faça ‘Ahh~’ para Mio-sama... Não, faça ela dizer ‘Ahh~’."
"O que diabos você está dizendo com essa cara séria?"
"É para resolver à maldição, claro. Por favor, deixe isso comigo. Eu pensei que isso poderia acontecer, então eu preparei o prato certo.... Não, o objeto certo. Agora Basara-san, pegue essa linguiça grossa e enfie bruscamente na boquinha fofa de- "
"Como se eu pudesse fazer isso! Além disso, por que eu deveria ajudar a satisfazer sua luxúria de succubus!?"
"Um pouco tarde para isso. Nós três já fizemos algo ainda mais incrível juntos. Outro dia mesmo nós três tivemos uma festa do bolo nus no ban-.... Aww."
"...O que você disse?"
A voz de Yuki, carregando traços de raiva, interrompeu. Maria riu ‘Fufufu’.
"Você não sabe? A algum tempo atrás, Basara-san tornou-se o mestre de Mio-sama."
"De-de jeito nenhum... eu-eu nunca permiti-sso." 
Ah, Yuki pifou.
"Desculpe, mas por favor, desista. De qualquer forma, Mio-sama agora irá oferecer ambos, seu corpo e alma, para Basara-san.... bem diante dos meus olhos!"
"He-hey, pare de falar coisas de sua própria conveniência, Maria! Eu matarei você cem vezes!"
Como seus sintomas eram superficiais, Mio foi capaz de se recuperar da maldição e se enfureceu com Maria.
"Hey... garotas."
Por fim, as três garotas começaram a brigar, deixando Basara de lado.
Basara deixou escapar um longo suspiro, mas logo em seguida ele mudou sua expressão para uma pacífica.
A cena diante de seus olhos deveria lhe dar uma dor de cabeça. Era tão barulhenta... e tão normal, tão preciosa. Uma rotina diária com uma felicidade chamada comum.
...Posso eu proteger isso?
Ele ainda não tinha uma resposta para isso. Porque a luta deles estava apenas começando.
Ainda assim, Basara havia enviado um e-mail para Jin na noite passada para relatar os eventos. Que ele, o filho, conseguiu proteger a família e a casa enquanto o pai estava ausente.
Uma resposta ainda não havia chegado. Conhecendo seu pai, ele provavelmente vai responder com "Você ainda tem muito a aprender".
Mas, ainda assim, ele certamente receberia uma nota de aprovação.
Ele estava ansioso pelo que Jin lhe diria agora que ele enfrentou seu passado e se reergueu.
Ele até já estava pensando nas palavras para responder - eram palavras de gratidão.

O filho que você protegeu até mesmo jogando fora seu status de Herói no passado -
- Agora... ele certamente protegeu uma garota que apenas ele poderia salvar.
O toque de um telefone celular soou na floresta escura.
O lugar era o Reino Demoníaco. Na verdade, esse deveria ter sido um lugar onde as ondas de rádio não deveriam chegar.
"...Olá?"
Pressionando o botão, o ex-Herói da Grande Guerra, Toujou Jin atendeu.
"Oh, é você... sim, eu já sei. Porque eu recebi um e-mail dele."
Jin estava falando sobre o email de Basara para a outra parte da conversa.
- Normalmente seria impossível usar equipamentos de telecomunicações humano no Reino Demoníaco. No entanto, durante a Grande Guerra, o Reino Demoníaco foi invadido. Para isso, foi necessário estabelecer um meio de comunicação como um meio de segurança, de modo que várias medidas foram tomadas.
Com o passar do tempo, a metodologia mudou, e agora os celulares tinham um chip mágico especial que transformava suas próprias ondas em frequências e possibilitava a comunicação com outro mundo.
"Foi por isso que eu lhe disse que não havia necessidade de se preocupar. Mesmo sem esses eventos, ele teria se levantado na momento certo."
Então, enquanto Jin ria,
"Afinal, Basara é filho meu e...delas."
Ele respondeu às palavras da pessoa do outro lado da linha.
"Bem, eu sei que você está preocupadx  com ele... É por isso que eu o mantive à uma distância onde você poderia vê-lo. Então, cuide de Basara e das garotas enquanto eu estiver fora. Desculpe, mas parece que vai demorar um pouco mais aqui." Neste momento, ele baixou sua voz. "Sim. Eu realmente não consigo entrar em contato com 'ela'. Wilbert está morto. Fiquei preocupado quando ela nem foi ao ponto de encontro no momento crucial, mas... eu acho que ela está se escondendo para não ser encontrada, já que o Senhor dos Demônios atualmente mudou."
Então,
"Vou tentar ir um pouco mais a fundo também. Tem à questão com Mio também... Surpreendentemente, existem muitas coisas para fazer. Não se preocupe... sim, vou entrar em contato com Basara."
Então, Toujou Jin desligou à chamada e lentamente começou à andar. 
Deixando para trás os incontáveis cadáveres dos ​​demônios que vieram atrás dele, um sorriso destemido surgiu em seu rosto.
Encarando o vazio, Toujou Jin declarou.
"Não fique convencido depois de apenas um sucesso, Basara. Você não poderá evitar isso para sempre.... porque você não pode escapar de Mio, do seu passado e nem do seu destino."

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